Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Homem de 54 anos é avaliado em consulta de retorno. O histórico é notável para hipertensão arterial e epilepsia, bem controlados. Além disso, ele admite fumar 2 maços de cigarros por dia há 30 anos. Na consulta anterior, relatou que não estava interessado em parar de fumar e ficou irritado quando o médico sugeriu a suspensão do hábito. Nesse paciente, no que diz respeito à discussão sobre a cessação do tabagismo, a melhor alternativa para o próximo passo é
Abordagem do tabagismo: sempre perguntar, aconselhar e avaliar a disposição, mesmo em pacientes resistentes.
Mesmo em pacientes que demonstraram resistência à cessação do tabagismo, é fundamental manter a abordagem de forma contínua e não confrontacional. O médico deve sempre perguntar sobre o hábito, aconselhar a parar e, crucialmente, avaliar a disposição do paciente para a mudança, respeitando seu estágio motivacional.
A cessação do tabagismo é uma das intervenções mais eficazes para melhorar a saúde e prolongar a vida, sendo um pilar fundamental na prática médica. O tabagismo é uma doença crônica e recorrente, caracterizada pela dependência de nicotina, e sua abordagem requer persistência e empatia por parte do profissional de saúde. É essencial que o tema seja abordado em todas as consultas, independentemente da queixa principal do paciente, pois a oportunidade de intervenção pode surgir a qualquer momento. A abordagem do tabagismo é guiada por modelos como os 5 As (Ask, Advise, Assess, Assist, Arrange) e os estágios de mudança de Prochaska e DiClemente (pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e recaída). Mesmo em pacientes que expressaram resistência ou irritação em abordagens anteriores, o médico deve continuar a perguntar sobre o hábito e aconselhar a parar, mas de forma não julgadora e respeitando o estágio motivacional do paciente. O objetivo é manter a porta aberta para a discussão e semear a ideia da mudança. Avaliar a disposição do paciente para parar é um passo crucial. Se o paciente não estiver pronto, o foco deve ser em aumentar sua motivação, explorando os prós e contras do tabagismo e os benefícios da cessação, sem pressionar. Para aqueles que demonstram interesse, deve-se oferecer assistência com estratégias comportamentais e farmacológicas (como bupropiona ou terapia de reposição de nicotina) e agendar acompanhamento. A persistência e a construção de um relacionamento de confiança são chaves para o sucesso a longo prazo na cessação do tabagismo.
O tabagismo é a principal causa evitável de morte e doença. Abordar o tema em todas as consultas aumenta as chances de o paciente considerar e tentar parar, mesmo que não esteja pronto inicialmente.
O modelo 5 As inclui: Ask (perguntar sobre o tabagismo), Advise (aconselhar a parar), Assess (avaliar a disposição para parar), Assist (ajudar com estratégias e recursos) e Arrange (agendar acompanhamento).
Nesses casos, é importante não confrontar. O médico deve expressar preocupação, reforçar os benefícios de parar, oferecer apoio e, principalmente, perguntar sobre a disposição para a mudança, respeitando o estágio motivacional do paciente.
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