PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Paciente de 72 anos, tabagista, portador de doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca. Sofreu um infarto agudo do miocárdio há 3 anos. No momento está em uso de: AAS 100mg ao dia, Atorvastatina 80mg ao dia, Enalapril 20mg a cada 12 horas e Carvedilol 25mg a cada 12 horas. O Paciente apresenta-se limitado funcionalmente devido à osteoatrose de quadril e deseja ser submetido a artroplastia. Qual das orientações abaixo é a mais adequada para o paciente?
Cessação tabágica > 4 semanas pré-cirurgia ↓ complicações pulmonares e cardiovasculares.
A interrupção do tabagismo por pelo menos 4 semanas antes de uma cirurgia eletiva reduz significativamente o risco de complicações pulmonares (infecções, atelectasias) e cardiovasculares, melhorando o prognóstico perioperatório. É uma das intervenções mais eficazes para otimizar o paciente tabagista.
A avaliação pré-operatória de pacientes idosos com múltiplas comorbidades, como doença arterial coronariana (DAC) e insuficiência cardíaca (IC), é fundamental para otimizar o risco cirúrgico. O tabagismo é um fator de risco modificável significativo, associado a um aumento substancial de complicações pulmonares, cardiovasculares e de cicatrização de feridas no período perioperatório. A fisiopatologia do tabagismo no contexto cirúrgico envolve disfunção endotelial, aumento da reatividade brônquica, comprometimento da função mucociliar e redução da oxigenação tecidual. A interrupção do tabagismo, idealmente por mais de 4 semanas antes da cirurgia, permite uma recuperação parcial dessas funções, resultando em uma redução comprovada na incidência de complicações. Além da cessação tabágica, o manejo perioperatório de medicamentos é crucial. O AAS geralmente é suspenso 5-7 dias antes em cirurgias de alto risco de sangramento, mas mantido em pacientes de alto risco trombótico. Estatinas e betabloqueadores são frequentemente mantidos. IECA e BRA são comumente suspensos no dia da cirurgia para evitar hipotensão refratária. A decisão deve ser individualizada, considerando o risco-benefício de cada intervenção.
A cessação do tabagismo é crucial porque o fumo aumenta o risco de complicações pulmonares (pneumonia, broncoespasmo, atelectasia), cardiovasculares (IAM, arritmias) e de cicatrização de feridas, além de comprometer a resposta imune.
O tempo ideal para parar de fumar é de pelo menos 4 a 8 semanas antes da cirurgia. Interrupções mais curtas (dias) podem até aumentar o risco de complicações respiratórias devido à hipersecreção brônquica inicial.
Antiagregantes plaquetários como o AAS podem ser suspensos dependendo do risco trombótico vs. hemorrágico (geralmente 5-7 dias antes). IECA/BRA são frequentemente suspensos no dia da cirurgia para evitar hipotensão. Estatinas e betabloqueadores geralmente são mantidos.
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