UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Mulher, 61 anos, tabagista e com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) compensada, em uso regular de agente agonista do receptor β₂-adrenérgico de longa duração e de agente antimuscarínico, será submetida a uma colecistectomia videolaparoscópica eletiva. Pode-se afirmar que o médico responsável pela avaliação pré-operatória deve recomendar:
Cessação tabágica > 8 semanas pré-cirurgia ↓ complicações pulmonares pós-operatórias.
A cessação do tabagismo por pelo menos 8 semanas antes de uma cirurgia eletiva é a intervenção mais eficaz para reduzir o risco de complicações pulmonares pós-operatórias em pacientes tabagistas, incluindo aqueles com DPOC. Este período permite a melhora da função mucociliar e a redução da reatividade das vias aéreas.
A avaliação pré-operatória em pacientes tabagistas, especialmente aqueles com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), é crucial para identificar e mitigar riscos de complicações pulmonares pós-operatórias. O tabagismo é um fator de risco independente e dose-dependente para morbidade pulmonar, incluindo atelectasias, pneumonia, broncoespasmo e insuficiência respiratória. A DPOC, mesmo compensada, eleva ainda mais esses riscos, tornando o manejo perioperatório um desafio. A fisiopatologia das complicações pulmonares em tabagistas e pacientes com DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas, disfunção mucociliar, aumento da produção de muco, hiperreatividade brônquica e redução da capacidade de defesa pulmonar. Essas alterações comprometem a ventilação e a oxigenação, especialmente sob estresse cirúrgico e anestésico. A avaliação pré-operatória deve focar na otimização da função pulmonar e na redução dos fatores de risco modificáveis. A conduta mais eficaz para reduzir o risco pulmonar em tabagistas é a cessação do tabagismo por pelo menos 8 semanas antes da cirurgia eletiva. Este período permite a reversão parcial de algumas alterações fisiopatológicas. Além disso, a otimização da DPOC com broncodilatadores deve ser mantida. O prognóstico de pacientes que aderem à cessação tabágica é significativamente melhor, com menor incidência de complicações e recuperação mais rápida.
O tabagismo aumenta significativamente o risco de complicações pulmonares pós-operatórias, como atelectasias, pneumonia, broncoespasmo e insuficiência respiratória, devido a alterações na função mucociliar e reatividade das vias aéreas.
Embora qualquer período de abstinência seja benéfico, a cessação por 8 semanas ou mais permite uma melhora substancial na função pulmonar, na depuração mucociliar e na resposta imune, reduzindo os riscos de complicações.
Não, os broncodilatadores de longa duração devem ser mantidos até o dia da cirurgia para otimizar a função pulmonar e minimizar o risco de exacerbações ou broncoespasmo no período perioperatório.
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