UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
A cesariana perimortem deve ser realizada quanto tempo após o início da reanimação cardiopulmonar materna?
RCP materna: Cesariana perimortem em 4-5 minutos para otimizar perfusão materno-fetal.
A cesariana perimortem deve ser realizada rapidamente, idealmente dentro de 4-5 minutos do início da parada cardíaca materna, para aliviar a compressão aortocaval pelo útero gravídico e melhorar o retorno venoso e o débito cardíaco materno, aumentando as chances de sucesso da RCP e a sobrevida fetal.
A parada cardiorrespiratória em gestantes é uma emergência rara, mas de alta mortalidade, exigindo uma abordagem multidisciplinar e rápida. A compressão aortocaval pelo útero gravídico, especialmente após 20 semanas de gestação, é um fator complicador que diminui a eficácia da reanimação cardiopulmonar (RCP) padrão. O deslocamento uterino manual para a esquerda é uma medida inicial, mas muitas vezes insuficiente. A cesariana perimortem é um procedimento salvador de vidas, tanto para a mãe quanto para o feto, e deve ser considerada precocemente. A recomendação atual é iniciar a cesariana perimortem dentro de 4 a 5 minutos do início da parada cardíaca materna, se a RCP não for bem-sucedida. Essa intervenção visa descomprimir os grandes vasos, restaurando o retorno venoso e o débito cardíaco materno, o que aumenta significativamente as chances de sucesso da RCP e a sobrevida materna. A decisão deve ser tomada rapidamente, sem atrasos por considerações de viabilidade fetal inicial. Após a cesariana, a RCP deve continuar com foco na mãe, e o recém-nascido deve receber os cuidados de reanimação neonatal. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à rapidez da intervenção. Residentes e profissionais de emergência devem estar familiarizados com esse protocolo para garantir a melhor assistência possível em uma situação tão crítica.
A cesariana perimortem deve ser iniciada idealmente dentro de 4 a 5 minutos após o início da reanimação cardiopulmonar materna. Essa janela de tempo é crucial para otimizar a perfusão materna e fetal.
A urgência se deve à compressão aortocaval exercida pelo útero gravídico, que reduz o retorno venoso e o débito cardíaco materno. A remoção do feto alivia essa compressão, melhorando a eficácia das compressões torácicas e a perfusão dos órgãos maternos.
Os principais objetivos são melhorar as chances de sucesso da reanimação materna, aumentando o débito cardíaco e a perfusão cerebral e coronariana da mãe, e potencialmente salvar a vida do feto, especialmente se a idade gestacional for viável.
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