UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente com 27 semanas de gestação foi trazida à Emergência por dor retroesternal de início agudo. À admissão, informou seu histórico de cardiopatia isquêmica. Eletrocardiograma mostrou elevação do segmento ST e aumento dos níveis de troponina e de creatinoquinase (CK), compatíveis com diagnóstico de síndrome coronariana aguda. Durante a avaliação, a paciente evoluiu para parada cardiorrespiratória. Chamado, o médico plantonista da Obstetrícia chegou ao local cerca de 5 minutos após o início das manobras de reanimação, sem resposta. Com base no quadro, deve-se
PCR em gestante > 20 semanas sem resposta à RCP em 4-5 min → Cesariana perimortem para descompressão aortocava e salvar feto/mãe.
Em gestantes com mais de 20 semanas de gestação que entram em PCR e não respondem às manobras de reanimação em 4-5 minutos, a cesariana perimortem é indicada para aliviar a compressão aortocava pelo útero gravídico, melhorando o retorno venoso materno e as chances de sucesso da RCP, além de potencialmente salvar o feto.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é um evento raro, mas com alta morbimortalidade materno-fetal, exigindo uma abordagem rápida e coordenada. A incidência varia, mas as causas mais comuns incluem doenças cardiovasculares, embolia pulmonar, hemorragia e pré-eclâmpsia grave. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para otimizar os resultados. A fisiopatologia da PCR na gestação é complexa, envolvendo as alterações hemodinâmicas e respiratórias da gravidez. O útero gravídico, especialmente após 20 semanas, pode comprimir a veia cava inferior e a aorta, levando à síndrome da compressão aortocava, que diminui o retorno venoso e o débito cardíaco. As manobras de RCP devem incluir o deslocamento uterino lateral esquerdo. O tratamento da PCR em gestantes segue os princípios da RCP avançada, com a particularidade da cesariana perimortem. Se a gestante não responder à RCP em 4-5 minutos, a cesariana deve ser iniciada para descompressão aortocava e potencial salvamento fetal. O prognóstico materno-fetal melhora significativamente com a realização precoce da cesariana, sendo um ponto crítico na gestão dessas emergências.
A cesariana perimortem é indicada em gestantes com mais de 20 semanas de gestação que entram em parada cardiorrespiratória e não respondem às manobras de reanimação em 4-5 minutos.
A cesariana perimortem alivia a compressão aortocava exercida pelo útero gravídico, melhorando o retorno venoso e o débito cardíaco materno, o que aumenta as chances de sucesso da reanimação e a sobrevida materno-fetal.
Os desafios incluem a compressão aortocava, a dificuldade de ventilação devido ao diafragma elevado, e as alterações fisiológicas da gravidez que podem mascarar ou agravar condições subjacentes.
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