Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda a realização de Cesária:
Cesariana eletiva = prevenção transmissão vertical HIV (carga viral > 1000 cópias/mL ou desconhecida).
O Ministério da Saúde recomenda a cesariana eletiva como medida eficaz para prevenir a transmissão vertical do HIV em gestantes com carga viral acima de 1000 cópias/mL ou desconhecida. Para hepatite B e C, a cesariana não é rotineiramente indicada para prevenção de transmissão vertical. No herpes genital, a cesariana é indicada apenas se houver lesões ativas no momento do parto.
A via de parto é uma decisão clínica importante que deve considerar a segurança materna e fetal, bem como a prevenção de complicações, incluindo a transmissão vertical de infecções. O Ministério da Saúde do Brasil estabelece diretrizes claras para as indicações de cesariana, visando otimizar os desfechos e racionalizar o uso desse procedimento cirúrgico. Uma das indicações mais relevantes para a cesariana eletiva é a prevenção da transmissão vertical do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Em gestantes com carga viral de HIV acima de 1000 cópias/mL ou com carga viral desconhecida próximo ao termo, a cesariana eletiva, antes do início do trabalho de parto e da ruptura das membranas, reduz significativamente o risco de transmissão para o bebê. Em contraste, para outras infecções como hepatite B e C, a cesariana não é rotineiramente indicada como medida preventiva primária. Para o herpes genital, a cesariana é reservada apenas para casos de lesões ativas no momento do parto, a fim de evitar o contato do neonato com o vírus. A obesidade mórbida, por si só, não é uma indicação absoluta para cesariana eletiva, embora possa aumentar os riscos cirúrgicos e exigir considerações especiais. É fundamental que os residentes dominem essas indicações para uma prática obstétrica baseada em evidências.
A cesariana eletiva é recomendada para gestantes com HIV quando a carga viral é superior a 1000 cópias/mL ou desconhecida no final da gestação. Em casos de carga viral indetectável ou abaixo de 1000 cópias/mL, o parto vaginal pode ser considerado.
Não, a cesariana não é uma medida eficaz para prevenir a transmissão vertical da hepatite B e C. Para hepatite B, a imunoprofilaxia neonatal é a principal estratégia. Para hepatite C, o risco de transmissão é baixo e não é influenciado significativamente pela via de parto.
A cesariana é indicada para gestantes com herpes genital apenas se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) na genitália ou na região perianal no momento do trabalho de parto ou da ruptura das membranas, para evitar o contato do feto com as lesões.
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