HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda a realização de Cesária:
Cesariana eletiva é recomendada para prevenir transmissão vertical do HIV em gestantes com carga viral detectável.
O Ministério da Saúde recomenda a cesariana eletiva para gestantes com infecção por HIV com carga viral detectável ou desconhecida próximo ao parto, visando reduzir o risco de transmissão vertical. Para Hepatite B e C, a cesariana não é rotineiramente indicada para prevenção, e para herpes genital, a cesariana é indicada apenas se houver lesões ativas no momento do parto.
A prevenção da transmissão vertical (TV) de infecções é uma das prioridades da saúde materno-infantil. O Ministério da Saúde do Brasil estabelece diretrizes claras para o manejo do parto em gestantes com diversas condições infecciosas, visando otimizar os resultados para mãe e bebê. A cesariana, embora um procedimento cirúrgico com seus próprios riscos, é uma ferramenta importante em cenários específicos de prevenção de TV. No caso da infecção pelo HIV, a cesariana eletiva é fortemente recomendada para gestantes com carga viral detectável (geralmente acima de 1000 cópias/mL) ou desconhecida após 34 semanas de gestação. Esta medida, combinada com a terapia antirretroviral materna e a profilaxia neonatal, reduz significativamente o risco de transmissão vertical do HIV. A opção C está correta, pois reflete essa recomendação. Para Hepatite B e C, a cesariana não é uma medida eficaz para prevenir a transmissão vertical, que ocorre principalmente durante o parto vaginal ou no período pós-natal. A imunoprofilaxia do recém-nascido é a principal estratégia para Hepatite B. Em relação ao herpes genital, a cesariana é indicada apenas se houver lesões ativas no momento do parto, para evitar o contato do feto com as lesões. A obesidade mórbida, por si só, não é uma indicação eletiva para cesariana, sendo a via de parto avaliada individualmente considerando riscos e benefícios.
A cesariana eletiva é indicada para gestantes com HIV que apresentam carga viral detectável (>1000 cópias/mL) ou desconhecida após 34 semanas de gestação, para reduzir o risco de transmissão vertical.
Não, a cesariana não é rotineiramente indicada como forma de prevenção da transmissão vertical de Hepatite B e C. A principal medida para Hepatite B é a imunoprofilaxia do recém-nascido.
A cesariana é indicada apenas se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) na região genital ou perianal no momento do trabalho de parto ou rotura de membranas, para evitar o contato do feto com as lesões.
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