HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
J.M.C, possui 47 anos e está em sua primeira gestação, após o processo de fertilização in vitro. No momento está na 36° semanas de gestação, sem intercorrências e desenvolvimento fetal dentro da normalidade. Apresentou ao seu obstetra o desejo de realização da cesariana eletiva com 37 semanas. Considerando o respeito à autonomia da paciente e visando minimizar os riscos ao feto, a conduta do médico deverá ser:
Cesariana eletiva a pedido da gestante → idealmente a partir de 39 semanas para minimizar riscos neonatais.
A cesariana eletiva, sem indicação médica, deve ser realizada a partir de 39 semanas de gestação completas para garantir a maturação pulmonar fetal e reduzir os riscos de morbidade respiratória neonatal. Embora a autonomia da paciente seja importante, o médico deve orientar sobre os riscos e benefícios, priorizando a segurança materno-fetal.
A cesariana eletiva, realizada a pedido da gestante e sem indicação médica formal, é um tema que envolve considerações éticas, médicas e legais. Embora a autonomia da paciente seja um princípio fundamental na prática médica, o profissional de saúde tem o dever de informar sobre os riscos e benefícios de todas as opções, priorizando a segurança materno-fetal. A idade gestacional no momento do parto é um fator crítico para o prognóstico neonatal. A recomendação atual para a realização de cesariana eletiva, quando não há indicação médica que justifique antecipação, é a partir de 39 semanas de gestação completas. Isso se baseia em evidências que demonstram que antes dessa idade, o risco de morbidade respiratória neonatal, como taquipneia transitória do recém-nascido e síndrome do desconforto respiratório, é significativamente maior devido à imaturidade pulmonar. Outras complicações neonatais, como hipoglicemia e hipotermia, também são mais frequentes. Diante do desejo da paciente por uma cesariana eletiva em 37 semanas, o médico deve dialogar, explicar os riscos associados à prematuridade iatrogênica e os benefícios de aguardar até 39 semanas. A decisão deve ser compartilhada, com o médico buscando o melhor resultado para mãe e bebê, respeitando a autonomia da paciente dentro dos limites da boa prática médica e da segurança.
A recomendação de 39 semanas visa garantir a completa maturação pulmonar e de outros sistemas orgânicos do feto, minimizando os riscos de complicações neonatais como taquipneia transitória do recém-nascido e síndrome do desconforto respiratório.
Os principais riscos para o recém-nascido incluem imaturidade pulmonar, necessidade de internação em UTI neonatal, hipoglicemia, hipotermia e dificuldades na amamentação. Para a mãe, os riscos cirúrgicos são os mesmos, mas a preocupação maior é com o bem-estar fetal.
O médico deve respeitar a autonomia da paciente, mas também tem o dever de informar exaustivamente sobre os riscos e benefícios de cada via de parto, especialmente os riscos de uma cesariana precoce. A decisão final deve ser compartilhada, priorizando a segurança materno-fetal.
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