IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Em caso de parada cardiorrespiratória materna, em gestações com mais de 26 semanas, está indicada a cesárea perimortem quanto tempo após o início das manobras de ressuscitação?
PCR materna > 26 semanas: cesárea perimortem indicada em 4-6 minutos para otimizar resultados materno-fetais.
A cesárea perimortem é crucial para aliviar a compressão aortocava e melhorar o retorno venoso e o débito cardíaco materno, aumentando as chances de sucesso da RCP e a sobrevida fetal. O tempo de 4-6 minutos é o limite para evitar lesão cerebral fetal e melhorar a recuperação materna.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é uma emergência rara, mas com alta morbimortalidade. Sua incidência é estimada em 1 a cada 12.000 internações para parto. O manejo da PCR materna exige uma abordagem multidisciplinar e rápida, considerando as particularidades fisiológicas da gestação que podem dificultar a ressuscitação. A compressão aortocava pelo útero gravídico é um fator chave que compromete o retorno venoso e o débito cardíaco. A fisiopatologia da PCR na gestante é complexa, envolvendo alterações hemodinâmicas, respiratórias e metabólicas. O diagnóstico precoce e o início imediato das manobras de ressuscitação são fundamentais. A cesárea perimortem, também conhecida como histerotomia de emergência, é uma intervenção vital que deve ser considerada precocemente em gestações avançadas (> 26 semanas) para otimizar os resultados materno-fetais. A conduta para PCR materna segue os princípios do ACLS, com adaptações. A cesárea perimortem, realizada idealmente entre 4 e 6 minutos do início da PCR, não só visa a sobrevida fetal, mas principalmente melhora a hemodinâmica materna ao descomprimir os grandes vasos. O prognóstico materno e fetal depende criticamente da causa da PCR, da rapidez do início da RCP e da realização oportuna da cesárea perimortem.
A cesárea perimortem é indicada em gestantes com mais de 26 semanas de gestação que entram em parada cardiorrespiratória e não respondem às manobras iniciais de RCP, visando aliviar a compressão aortocava.
O intervalo de 4-6 minutos é considerado o período ideal para realizar a cesárea perimortem, pois permite maximizar as chances de sobrevida materna e fetal, minimizando o risco de lesão cerebral fetal devido à hipóxia prolongada.
A remoção do feto e do útero gravídico alivia a compressão da veia cava inferior e da aorta, melhorando o retorno venoso, o débito cardíaco e a perfusão dos órgãos maternos, otimizando a eficácia das manobras de ressuscitação.
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