PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Durante avaliação de risco, nas pacientes com história prévia de parto prematuro, a medida do comprimento do colo uterino deve ser realizada
Rastreio de parto prematuro em alto risco → Cervicometria seriada por USG transvaginal entre 16-24 semanas.
A medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é o padrão-ouro para rastrear o risco de parto prematuro. Em pacientes de alto risco, como as com parto prematuro anterior, essa avaliação é realizada no segundo trimestre, pois é nesse período que o encurtamento cervical se torna um preditor significativo.
O parto prematuro é a principal causa de morbimortalidade neonatal, e sua prevenção é um dos maiores desafios da obstetrícia. O rastreamento de pacientes de risco é fundamental, e a medida do comprimento do colo uterino (cervicometria) é a ferramenta mais eficaz para identificar mulheres com maior chance de parir prematuramente. A técnica padrão-ouro para a cervicometria é a ultrassonografia transvaginal. Ela permite uma visualização clara e uma medida precisa do canal endocervical, do orifício interno ao externo. A avaliação deve ser realizada entre a 16ª e a 24ª semana de gestação, período em que o encurtamento cervical tem maior valor preditivo. Métodos como o toque vaginal são imprecisos e subjetivos, e a via abdominal é inadequada. Um colo com comprimento inferior a 25 mm neste período é considerado curto e indica um risco elevado. A principal intervenção para esses casos é a suplementação com progesterona vaginal, que ajuda a manter a quiescência uterina. Em situações específicas, como gestantes com história de perdas tardias, a cerclagem uterina pode ser considerada. O rastreamento e manejo adequados do colo curto são essenciais para reduzir as taxas de prematuridade.
Um comprimento do colo uterino menor que 25 mm, medido por ultrassonografia transvaginal antes da 24ª semana de gestação, é geralmente considerado curto e associado a um risco aumentado de parto prematuro. Este é o valor de referência mais utilizado em gestações únicas.
A conduta principal é o uso de progesterona por via vaginal, que demonstrou reduzir o risco de parto prematuro em pacientes com colo curto. Em casos selecionados, como história de incompetência istmocervical, a cerclagem uterina pode ser indicada.
No primeiro trimestre, o colo uterino ainda não sofreu as modificações fisiológicas que ocorrem mais tardiamente. Portanto, sua medida nesse período não tem o mesmo valor preditivo para parto prematuro que a avaliação seriada no segundo trimestre (16-24 semanas).
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