CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Gestante, primigesta, realizou exame morfológico cuja cervicometria foi 18mm. Qual conduta deve ser adotada conforme evidências cientificas?
Cervicometria < 25mm em gestação única → Progesterona vaginal para reduzir risco de parto prematuro.
A cervicometria curta (geralmente < 25 mm) em gestações únicas é um importante preditor de parto prematuro. A progesterona vaginal é a intervenção de escolha, baseada em evidências, para reduzir significativamente o risco de parto prematuro nessa população, agindo no relaxamento uterino e na manutenção da integridade cervical.
A cervicometria, medida do comprimento do colo uterino por ultrassom transvaginal, é um importante preditor de parto prematuro. Um colo uterino curto, geralmente definido como ≤ 25 mm, especialmente quando identificado entre 18 e 24 semanas de gestação em gestações únicas, aumenta significativamente o risco de parto antes de 37 semanas. A identificação precoce permite a intervenção preventiva. A fisiopatologia do parto prematuro associado ao colo curto envolve a incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo, seja por incompetência cervical ou por processos inflamatórios/infecciosos. A progesterona, um hormônio crucial na manutenção da gravidez, atua relaxando o miométrio e mantendo a integridade do colo uterino. A via vaginal permite uma ação local concentrada. A conduta baseada em evidências para gestantes com cervicometria curta em gestação única é a suplementação com progesterona vaginal. Esta intervenção demonstrou reduzir a taxa de parto prematuro e melhorar os resultados neonatais. Outras intervenções, como o pesário cervical ou a cerclagem, têm indicações mais específicas e geralmente são consideradas para casos de colo muito curto ou histórico de parto prematuro. O acompanhamento pré-natal deve incluir a monitorização da gestante e do colo uterino.
Geralmente, uma cervicometria menor ou igual a 25 mm, medida por ultrassom transvaginal entre 18 e 24 semanas de gestação, é considerada curta e um fator de risco significativo para parto prematuro.
A progesterona vaginal demonstrou, em estudos clínicos, reduzir o risco de parto prematuro em gestações únicas com colo curto, atuando localmente para manter a quiescência uterina e fortalecer o colo, prevenindo a dilatação prematura.
A progesterona vaginal é tipicamente iniciada após a detecção do colo curto (geralmente entre 18 e 24 semanas) e continuada até aproximadamente 34-36 semanas de gestação, conforme orientação médica e protocolos clínicos.
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