Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Mulher de 22 anos de idade, solteira, sexualmente ativa, apresenta corrimento vaginal amarelado há 4 dias. Exame físico: sinais vitais normais. Exame ginecológico: aparência normal de área vulvar e de mucosa vaginal; colo uterino inflamado e friável; secreção cervical mucopurulenta; não há dor à movimentação cervical, uterina ou de anexos. Exame da secreção vaginal: numerosos leucócitos; pH: 5,0; teste das aminas negativo; não são observados elementos fúngicos.O tratamento inicial correto é:
Cervicite mucopurulenta + sem dor à mobilização → Gonorreia e Clamídia: Ceftriaxona + Azitromicina.
A paciente apresenta um quadro clássico de cervicite mucopurulenta, caracterizado por corrimento amarelado, colo inflamado e friável, e secreção cervical mucopurulenta. A ausência de dor à movimentação cervical, uterina ou de anexos afasta uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP) complicada. O tratamento empírico para cervicite é direcionado para Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, as causas mais comuns.
A cervicite mucopurulenta é uma inflamação do colo uterino caracterizada pela presença de secreção purulenta ou mucopurulenta no orifício cervical externo, além de friabilidade e edema do colo. É frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais comuns. A condição pode ser assintomática ou apresentar corrimento vaginal amarelado, disúria e sangramento pós-coito. O diagnóstico é clínico, baseado nos achados do exame ginecológico. A ausência de dor à movimentação cervical, uterina ou de anexos é um dado importante, pois a presença de dor sugere uma Doença Inflamatória Pélvica (DIP), que requer um esquema terapêutico mais abrangente. Testes laboratoriais para gonorreia e clamídia são recomendados, mas o tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a coleta das amostras, devido ao risco de complicações. O tratamento inicial correto para cervicite mucopurulenta, cobrindo os principais patógenos, é a associação de ceftriaxona (para gonorreia) e azitromicina (para clamídia). Essa abordagem empírica é crucial para prevenir a progressão da infecção para o trato genital superior e reduzir a transmissão. É fundamental orientar a paciente sobre o tratamento dos parceiros sexuais e a abstinência sexual até a resolução da infecção.
A cervicite mucopurulenta é caracterizada por corrimento vaginal amarelado ou esverdeado, colo uterino inflamado, friável e com secreção mucopurulenta. Pode haver sangramento pós-coito e disúria, mas muitas vezes é assintomática.
O tratamento empírico com ceftriaxona (para Neisseria gonorrhoeae) e azitromicina (para Chlamydia trachomatis) é recomendado devido à alta taxa de coinfecção e à necessidade de cobrir ambos os patógenos para prevenir complicações como a Doença Inflamatória Pélvica.
A cervicite se diferencia pela inflamação e friabilidade do colo uterino, secreção mucopurulenta e ausência de dor à mobilização cervical (que sugere DIP). Outras causas como vaginose bacteriana e candidíase têm pH e teste das aminas diferentes, e ausência de inflamação cervical.
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