INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher de 19 anos procura um ginecologista com queixa de corrimento vaginal e de dor durante a relação sexual há 2 semanas, por vezes com sangramento pós-coito. Relata que, há 10 dias, começou a sentir queimação, ou dor, ao urinar. Sem histórico de infecção sexualmente transmissível, de gestações ou de abortamentos, faz uso apenas de contraceptivo hormonal, não utiliza métodos de barreira. É tabagista.Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com temperatura de 37 °C, frequência cardíaca de 88 batimentos por minuto, sem sinais de dor abdominal. Ao exame ginecológico, observa-se colo hiperemiado com secreção mucopurulenta e sangrante ao toque, manipulação dolorosa do colo. O pH vaginal é normal (< 4,5) e o teste de Whiff (KOH a 10%) é negativo.A partir dos achados apresentados, o diagnóstico etiológico mais provável é
Jovem com corrimento mucopurulento, sangramento pós-coito, disúria, colo hiperemiado e doloroso, pH vaginal normal e Whiff negativo → Cervicite por Neisseria gonorrhoeae.
O quadro clínico de cervicite mucopurulenta, sangramento pós-coito, disúria e dor à manipulação do colo em uma paciente jovem com fatores de risco (não uso de barreira, tabagismo) é altamente sugestivo de infecção por Neisseria gonorrhoeae ou Chlamydia trachomatis. O pH vaginal normal e Whiff negativo afastam vaginose bacteriana e tricomoníase.
A cervicite é uma inflamação do colo uterino, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sendo Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis os agentes etiológicos mais comuns. A apresentação clínica pode variar de assintomática a sintomas como corrimento vaginal mucopurulento, sangramento pós-coito, disúria e dor pélvica. Em mulheres jovens e sexualmente ativas, a suspeita de IST deve ser alta, especialmente na ausência de métodos de barreira. O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico (visualização de colo hiperemiado, friável e com secreção mucopurulenta) e exames laboratoriais específicos para identificação do patógeno. A manipulação dolorosa do colo uterino é um sinal importante. A exclusão de outras causas de corrimento, como vaginose bacteriana (pH > 4,5, teste de Whiff positivo) e tricomoníase (pH > 4,5, teste de Whiff positivo, protozoários móveis), é fundamental para direcionar o tratamento. Para residentes, é essencial a abordagem sindrômica das ISTs, considerando a coinfecção por gonorreia e clamídia. O tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos enquanto aguarda os resultados dos testes. A educação sobre sexo seguro, o rastreamento de ISTs e o tratamento dos parceiros sexuais são componentes cruciais da saúde reprodutiva e sexual.
Os sinais incluem corrimento vaginal mucopurulento, sangramento pós-coito, dor durante a relação sexual e disúria. Ao exame, o colo uterino pode estar hiperemiado e doloroso à manipulação.
A cervicite geralmente apresenta colo uterino inflamado e secreção mucopurulenta, enquanto vaginites como candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase afetam mais a vagina e podem alterar o pH vaginal ou ter teste de Whiff positivo.
O tratamento precoce é crucial para prevenir complicações graves como Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica, além de interromper a cadeia de transmissão.
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