HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Paciente de 20 anos de idade, nuligesta, refere dor e sangramento ao coito há cerca de 2 meses. Não faz uso de métodos contraceptivos hormonais, mas refere coito interrompido. Sua última menstruação ocorreu há 15 dias. Ao exame ginecológico, observa-se conteúdo vaginal, amarelo, sem odor. O colo uterino apresenta aspecto inflamatório, facilmente sangrante, JEC −3 e muco endocervical com aspecto purulento. Nesse momento, indica-se
Cervicite com muco purulento e sangramento → Tratar Chlamydia/Gonorreia (Doxiciclina/Azitromicina + Ceftriaxona).
A cervicite mucopurulenta é uma infecção comum em mulheres jovens, sexualmente ativas, e deve ser tratada empiricamente para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, mesmo antes da confirmação laboratorial, para prevenir complicações como a doença inflamatória pélvica. A doxiciclina é a primeira escolha para Chlamydia.
A cervicite mucopurulenta é uma inflamação do colo uterino caracterizada pela presença de secreção purulenta ou mucopurulenta no canal endocervical, frequentemente associada a ectopia cervical e facilidade de sangramento. É uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, com alta prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. A importância clínica reside no potencial de ascensão dessas infecções, levando a complicações graves como a doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na observação de muco purulento no orifício cervical e colo uterino friável ou edemaciado. Exames laboratoriais para identificação dos patógenos (NAAT para Chlamydia e Gonorreia) devem ser coletados, mas o tratamento empírico não deve ser postergado. A suspeita deve ser alta em pacientes com múltiplos parceiros, novo parceiro sexual ou parceiro com IST. A fisiopatologia envolve a colonização e inflamação da mucosa endocervical pelos agentes infecciosos. O tratamento da cervicite mucopurulenta é empírico e visa cobrir os principais agentes etiológicos. Para Chlamydia trachomatis, a doxiciclina por 7 dias é a primeira escolha. Para Neisseria gonorrhoeae, a ceftriaxona intramuscular é recomendada. É crucial tratar também o parceiro sexual para evitar reinfecção. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a falta de tratamento pode levar a sequelas reprodutivas significativas. Aconselhamento sobre sexo seguro e rastreamento de outras ISTs são parte integrante da conduta.
Os principais sinais incluem muco purulento no orifício cervical, colo uterino edemaciado e facilmente sangrante ao toque, além de dor e sangramento ao coito.
A conduta inicial é o tratamento empírico para Chlamydia trachomatis (doxiciclina) e Neisseria gonorrhoeae (ceftriaxona), devido ao risco de complicações como a doença inflamatória pélvica.
A doxiciclina é o tratamento de primeira linha para infecções por Chlamydia trachomatis, uma das principais causas de cervicite mucopurulenta, agindo como um antibiótico bacteriostático que inibe a síntese proteica bacteriana.
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