UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 30 anos realizou exame ginecológico de rotina. Exame citológico do colo do útero: sugestivo de cervicite folicular. A conduta mais adequada é
Cervicite folicular em citologia → investigar e tratar infecção por Chlamydia trachomatis.
A cervicite folicular é um achado citológico que indica inflamação crônica do colo do útero, frequentemente associada a infecções sexualmente transmissíveis. A Chlamydia trachomatis é uma das causas mais comuns de cervicite e pode se manifestar com esse padrão inflamatório. Portanto, diante desse achado, a conduta mais adequada é investigar e tratar a infecção por clamídia, mesmo que a paciente esteja assintomática, para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica e infertilidade.
A cervicite folicular é um achado citológico que se refere à presença de agregados linfoides no epitélio cervical, indicando uma resposta inflamatória crônica. Embora possa ser inespecífica, é frequentemente associada a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com destaque para a Chlamydia trachomatis. A clamídia é uma das ISTs bacterianas mais comuns, muitas vezes assintomática, o que dificulta seu diagnóstico e favorece a disseminação e o desenvolvimento de complicações. A fisiopatologia da cervicite por clamídia envolve a infecção das células epiteliais colunares do endocérvice, levando a uma resposta inflamatória que pode se manifestar como cervicite folicular. O diagnóstico é feito pela citologia, mas a confirmação etiológica requer testes moleculares (NAATs) para Chlamydia trachomatis. A importância de identificar e tratar a clamídia reside na prevenção de suas graves sequelas. A conduta mais adequada diante de uma cervicite folicular é investigar ativamente a presença de Chlamydia trachomatis e, se confirmada ou altamente suspeita, iniciar o tratamento. O tratamento padrão para clamídia é com Azitromicina em dose única ou Doxiciclina por sete dias. O tratamento precoce é crucial para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. O rastreamento de ISTs em parceiros também é fundamental.
Cervicite folicular na citologia cervical indica a presença de folículos linfoides no colo do útero, sugerindo uma resposta inflamatória crônica. Este achado é frequentemente associado a infecções, sendo a Chlamydia trachomatis uma das causas mais comuns.
A Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular que causa inflamação crônica do colo do útero, podendo levar à formação de folículos linfoides. O tratamento de escolha para clamídia é geralmente Azitromicina (dose única) ou Doxiciclina (por 7 dias).
Uma infecção por clamídia não tratada pode levar a sérias complicações, incluindo doença inflamatória pélvica (DIP), dor pélvica crônica, gravidez ectópica e infertilidade em mulheres. Em homens, pode causar epididimite e uretrite.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo