FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2022
Homem, 56 anos, refere hipoacusia súbita, bilateral, maior à direita após banho de mar, associada à zumbido. Nega otalgia. A suspeita diagnóstica é _______________ e a conduta correspondente é _______________. A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
Hipoacusia súbita + zumbido pós-banho de mar sem otalgia → Cerume impactado. Conduta: emoliente + remoção.
A hipoacusia súbita e zumbido após exposição à água, na ausência de dor, frequentemente indicam cerume impactado que absorveu água e expandiu. A conduta inicial é o uso de emolientes para amolecer o cerume, seguido de remoção cuidadosa, evitando lavagem com soro gelado que pode causar vertigem.
O cerume impactado é uma causa comum de hipoacusia condutiva, especialmente em idosos e indivíduos com canais auditivos estreitos ou que usam aparelhos auditivos. A exposição à água pode agravar a obstrução, levando a sintomas súbitos. É crucial diferenciar de outras causas de hipoacusia para um tratamento adequado. O diagnóstico é feito por otoscopia, que revela a massa de cerume obstruindo o canal. A fisiopatologia envolve a produção excessiva ou a dificuldade de eliminação do cerume, que se acumula e endurece. A suspeita deve ser alta em pacientes com perda auditiva súbita e zumbido, sem sinais inflamatórios, após contato com água. O tratamento consiste em amolecer o cerume com ceruminolíticos (óleo mineral, glicerina, peróxido de hidrogênio) e, posteriormente, removê-lo por lavagem, aspiração ou curetagem. A lavagem deve ser feita com água morna para evitar tontura. A remoção inadequada pode causar perfuração timpânica ou lesão do canal, ressaltando a importância da técnica correta e, se necessário, encaminhamento ao otorrinolaringologista.
Os sinais e sintomas incluem hipoacusia (perda auditiva), sensação de ouvido tampado, zumbido, otalgia (dor de ouvido) e, ocasionalmente, vertigem. A hipoacusia pode piorar após o banho, quando o cerume absorve água e expande.
A conduta inicial envolve o uso de agentes ceruminolíticos (emolientes) por alguns dias para amolecer o cerume. Após o amolecimento, a remoção pode ser feita por lavagem (com água morna), aspiração ou curetagem, preferencialmente por um profissional de saúde.
A lavagem de ouvido com soro gelado pode induzir um reflexo vestíbulo-ocular (reflexo calórico), causando vertigem, náuseas e nistagmo devido à estimulação térmica do labirinto. É fundamental usar água ou soro em temperatura corporal para evitar esses efeitos.
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