Ceratose Actínica: Identificação de Lesões Pré-Malignas Palpebrais

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007

Enunciado

Qual das lesões palpebrais abaixo é considerada uma lesão pré-maligna?

Alternativas

  1. A) Queratose seborreica
  2. B) Verruga vulgar
  3. C) Ceratose actínica
  4. D) Cisto de Moll

Pérola Clínica

Ceratose actínica = lesão pré-maligna precursor do Carcinoma Espinocelular (CEC).

Resumo-Chave

A ceratose actínica é uma lesão induzida por radiação UV que apresenta displasia epidérmica, possuindo alto potencial de transformação em carcinoma espinocelular.

Contexto Educacional

As pálpebras são locais frequentes de neoplasias cutâneas devido à pele fina e exposição solar cumulativa. A ceratose actínica representa o estágio inicial de um espectro de doenças neoplásicas induzidas pelo sol. O manejo adequado dessas lesões pré-malignas é uma forma de prevenção secundária do câncer de pele. Residentes devem estar atentos a pacientes idosos com fotodano severo, realizando a palpação das lesões, pois a textura áspera é muitas vezes mais evidente que a alteração visual inicial.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar clinicamente a ceratose actínica da queratose seborreica?

A ceratose actínica geralmente se apresenta como uma placa eritematosa, escamosa e áspera (textura de lixa) em áreas de exposição solar crônica. Já a queratose seborreica tem uma aparência 'cerosa' ou 'colada' na pele, com bordas bem delimitadas e presença de cistos de milium ou aberturas foliculares (pseudocistos de queratina), sendo uma lesão benigna.

Qual o risco de malignização da ceratose actínica palpebral?

A ceratose actínica é considerada um precursor direto do carcinoma espinocelular (CEC). Estima-se que cerca de 10% dessas lesões possam evoluir para CEC invasivo se não tratadas. Na região palpebral, essa progressão é preocupante devido à proximidade com estruturas oculares e ao risco de invasão orbital.

Quais são as opções de tratamento para ceratose actínica na pálpebra?

O tratamento visa a destruição das células displásicas. As opções incluem crioterapia com nitrogênio líquido, curetagem com eletrodissecação, ou terapias tópicas como 5-fluorouracil e imiquimode. Em casos de dúvida diagnóstica ou lesões persistentes, a biópsia excisional é mandatória para excluir carcinoma invasivo.

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