CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Tanto o exame do paciente representado na fotografia A quanto o na fotografia B foram submetidos a procedimentos cirúrgico nas suas córneas. Observando as imagens, é possível afirmar:
Ceratoplastia penetrante (A) → ↑ astigmatismo e recuperação visual lenta vs. técnicas lamelares/refrativas (B).
A ceratoplastia penetrante envolve a substituição de todas as camadas da córnea, resultando em maior irregularidade e astigmatismo residual, o que limita a acuidade visual final em comparação com procedimentos lamelares ou refrativos.
O transplante de córnea evoluiu significativamente de técnicas penetrantes para lamelares. Enquanto a ceratoplastia penetrante (PK) substitui todo o tecido, as técnicas lamelares como DALK (anterior profunda) ou DSAEK/DMEK (endoteliais) focam apenas na camada doente. Essa especificidade reduz drasticamente o risco de rejeição e melhora o prognóstico visual. Na análise de imagens cirúrgicas, o residente deve identificar a presença de suturas, a profundidade da interface e sinais de transparência. A compreensão de que a PK resulta em uma superfície óptica mais irregular é fundamental para o aconselhamento do paciente quanto às expectativas de visão pós-operatória.
A ceratoplastia penetrante (PK) envolve a troca de toda a espessura corneana, o que demanda suturas radiais que induzem astigmatismo irregular significativo. Além disso, o tempo de cicatrização é longo e a estabilidade refracional demora a ser alcançada, muitas vezes exigindo o uso de lentes de contato rígidas para atingir a visão máxima, ao contrário de técnicas lamelares que preservam a arquitetura ocular.
Os sinais clássicos incluem a linha de Khodadoust (precipitados ceráticos organizados em linha que avançam pelo endotélio), edema estromal localizado ou difuso, hiperemia conjuntival e redução súbita da acuidade visual. É uma emergência oftalmológica que requer corticoterapia intensiva para tentar salvar o enxerto.
A técnica A (penetrante) é indicada quando há comprometimento de todas as camadas, inclusive o endotélio. A técnica B (geralmente lamelar ou refrativa) é preferível quando o endotélio é saudável, pois oferece menor risco de rejeição imunológica, recuperação visual mais rápida e maior integridade tectônica do globo ocular.
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