CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
O aparecimento desta alteração na córnea de um paciente com uveíte é sinal de:
Ceratopatia em faixa na uveíte = Sinal patognomônico de inflamação crônica de longa duração.
A deposição de sais de cálcio na membrana de Bowman (ceratopatia em faixa) é uma complicação clássica de processos inflamatórios oculares persistentes e não agudos.
A ceratopatia em faixa é um achado clínico que sinaliza um histórico de inflamação ocular prolongada ou alterações metabólicas sistêmicas (como hipercalcemia). Na oftalmologia, sua associação mais célebre é com a Uveíte Anterior Crônica não granulomatosa. Fisiopatologicamente, a deposição ocorre preferencialmente na área da fenda palpebral devido à maior exposição ao ar, o que leva à perda de CO2, aumento do pH local e maior evaporação lacrimal, facilitando a precipitação de cristais de cálcio. Sua presença em um exame de rotina deve alertar o médico para a investigação de doenças reumatológicas subjacentes em crianças ou insuficiência renal em adultos.
É uma degeneração corneana caracterizada pela deposição de sais de cálcio (fosfato de cálcio) na camada de Bowman, epitélio e estroma anterior. Visualmente, aparece como uma faixa cinza-esbranquiçada na fenda palpebral intermarginal.
A inflamação crônica altera o microambiente ocular e o pH, favorecendo a precipitação de cálcio. É especialmente comum em crianças com uveíte anterior crônica associada à Artrite Idiopática Juvenil (AIJ).
O tratamento é indicado se houver redução da acuidade visual ou irritação ocular. Consiste na quelação química com EDTA dissódico após a remoção do epitélio corneano (desbridamento), podendo ser associado ao PTK (ceratectomia fototerapêutica).
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