CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Qual das condições abaixo tem seu risco aumentado após cirurgia de LASIK?
LASIK → Denervação corneana temporária → ↑ Risco de Olho Seco.
A criação do flap no LASIK secciona nervos corneanos, reduzindo a sensibilidade e o feedback para a produção lacrimal, resultando em olho seco transitório ou persistente.
O LASIK (Laser-Assisted in Situ Keratomileusis) é uma das cirurgias refrativas mais realizadas no mundo. Apesar de sua alta eficácia e segurança, o olho seco é a complicação pós-operatória mais frequente, afetando a satisfação do paciente e a qualidade visual. A fisiopatologia envolve a neurotomatização da córnea, que reduz a sensibilidade e compromete a homeostase da superfície ocular. O manejo envolve o uso intensivo de lubrificantes sem conservantes, oclusão de pontos lacrimais e, em casos graves, ciclosporina tópica. É fundamental a triagem pré-operatória rigorosa para identificar pacientes com predisposição, garantindo que as expectativas sejam alinhadas e o tratamento profilático seja iniciado se necessário.
Durante o procedimento de LASIK, a criação do flap corneano (seja por microcerátomo ou laser de femtosegundo) corta os nervos sensoriais do plexo sub-basal. Essa denervação interrompe o arco reflexo lacrimal, diminuindo a taxa de piscada e a produção de lágrimas pelas glândulas lacrimais, além de alterar a estabilidade do filme lacrimal.
Na maioria dos pacientes, os sintomas de olho seco são mais intensos nos primeiros 3 a 6 meses após a cirurgia, tendendo a melhorar à medida que os nervos corneanos se regeneram. No entanto, uma parcela pequena de pacientes pode desenvolver olho seco crônico.
Pacientes que já apresentam sinais de olho seco, blefarite, uso crônico de lentes de contato ou doenças autoimunes (como Síndrome de Sjögren) têm maior risco de exacerbação grave após o LASIK.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo