SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um lactente de 11 meses de vida foi levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. A mãe relatou que o paciente apresenta escamas finas e claras nas palmas das mãos e nas plantas dos pés desde o nascimento, com descamação ocasional que melhora com o uso de hidratante. Refere ainda que ela própria tem as mesmas lesões desde a infância. Após o nascimento, ele apresentou eritema palmar nas plantas dos pés, seguido de descamação em placas após 14 dias de vida, que melhorou com hidratação. O exame físico não revelou outras alterações. Foram constatadas FC = 106 bpm, FR = 40 irpm; e SatO2 = 99 %. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para o citado lactente na consulta de rotina na UBS.
Descamação palmoplantar desde o nascimento + história familiar → Encaminhar para Dermatopediatria (Genodermatose).
Quadros de hiperceratose ou descamação palmoplantar congênita e hereditária sugerem distúrbios genéticos da queratinização, exigindo diagnóstico especializado.
As ceratodermias palmoplantares hereditárias formam um grupo heterogêneo de doenças caracterizadas por distúrbios na diferenciação epidérmica. O caso clínico descreve um padrão típico de herança autossômica dominante (mãe e filho afetados) com início precoce. O eritema seguido de descamação é comum na fase de lactente. O diagnóstico definitivo é clínico-histológico e, por vezes, genético, sendo fundamental para o aconselhamento familiar e manejo a longo prazo.
A presença de espessamento da camada córnea (hiperceratose) ou descamação fina limitada às palmas e plantas, surgindo logo após o nascimento ou nos primeiros meses de vida, associada a uma história familiar positiva (herança autossômica dominante na maioria das vezes), é altamente sugestiva de ceratodermia palmoplantar hereditária.
As genodermatoses são doenças raras e complexas que exigem diagnóstico diferencial preciso entre diversos subtipos (difusas, focais, punctatas). O especialista pode realizar testes genéticos, biópsias específicas e avaliar associações sindrômicas (como alterações auditivas ou cardíacas) que podem acompanhar algumas formas de ceratodermia.
O foco deve ser a manutenção da barreira cutânea. O uso de hidratantes e emolientes (como ureia em baixas concentrações, lactato de amônio ou vaselina) ajuda a suavizar a pele e reduzir a descamação. Deve-se evitar o uso inadvertido de corticoides tópicos potentes sem diagnóstico, pois não tratam a causa base genética.
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