Ceratoconjuntivite Vernal: Diagnóstico e Sinais Clínicos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Qual o diagnóstico clínico mais provável da condição abaixo?

Alternativas

  1. A) Ceratoconjuntivite vernal.
  2. B) Degeneração marginal de Terrien.
  3. C) Ceratoconjuntivite Límbica superior.
  4. D) Degeneração marginal pelúcida.

Pérola Clínica

Papilas gigantes em tarso superior + pontos de Horner-Trantas = Ceratoconjuntivite Vernal.

Resumo-Chave

A ceratoconjuntivite vernal é uma forma grave de alergia ocular bilateral, mediada por mecanismos IgE e celular, comum em crianças do sexo masculino em climas quentes.

Contexto Educacional

A ceratoconjuntivite vernal (CVV) é uma inflamação ocular externa crônica, recorrente e bilateral. Diferente da conjuntivite alérgica comum, a CVV envolve uma resposta imune complexa (Th2-mediada) com infiltração de eosinófilos, mastócitos e linfócitos T. É frequentemente associada a outras condições atópicas como asma e eczema. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na morfologia das papilas e sintomas como prurido intenso, fotofobia e sensação de corpo estranho. O reconhecimento precoce é crucial para prevenir a ceratite em escudo, que pode levar à opacificação corneana e ambliopia em crianças.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais patognomônicos da ceratoconjuntivite vernal?

Os sinais clássicos incluem a presença de papilas gigantes no tarso superior (aspecto em 'pedras de calçamento') e os pontos de Horner-Trantas no limbo, que são acúmulos de eosinófilos e debris epiteliais. Além disso, a ceratite em escudo é uma complicação corneana grave característica desta patologia, resultante da inflamação crônica e fricção das papilas.

Qual a diferença entre a forma tarsal e a forma límbica?

A forma tarsal caracteriza-se predominantemente por papilas gigantes na conjuntiva palpebral superior, levando a ptose mecânica e secreção mucoide. A forma límbica apresenta nódulos gelatinosos no limbo (pontos de Horner-Trantas) e é mais comum em pacientes de ascendência africana ou asiática, podendo coexistir com a forma tarsal.

Como é feito o manejo terapêutico inicial?

O tratamento envolve o controle ambiental (evitar alérgenos), compressas frias e lubrificantes. Farmacologicamente, utilizam-se estabilizadores de mastócitos e anti-histamínicos tópicos. Em crises graves, corticoides tópicos de baixa absorção são indicados, mas devem ser monitorados devido ao risco de glaucoma e catarata.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo