CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Quais as alterações mais prováveis do filme lacrimal, entre as abaixo, em um paciente com ceratoconjuntivite seca?
Olho seco = ↑ Osmolaridade + ↓ Lisozima + ↓ Lactoferrina na lágrima.
A fisiopatologia da ceratoconjuntivite seca envolve a perda da homeostase lacrimal, resultando em hiperosmolaridade e redução de proteínas protetoras como lisozima e lactoferrina.
A ceratoconjuntivite seca é uma doença multifatorial da superfície ocular caracterizada pela perda de homeostase do filme lacrimal. A hiperosmolaridade lacrimal é considerada o mecanismo central que desencadeia uma cascata inflamatória na superfície ocular. Além do aumento da concentração de sais, há uma redução qualitativa importante: a queda nos níveis de proteínas protetoras (lisozima, lactoferrina e IgA) compromete a defesa imunológica local, perpetuando o ciclo de inflamação e dano celular.
A hiperosmolaridade ocorre devido à redução da secreção lacrimal aquosa ou ao aumento da evaporação lacrimal. Isso cria um ambiente hipertônico que danifica o epitélio da superfície ocular e desencadeia inflamação.
Ambas são proteínas com propriedades antimicrobianas. A lisozima rompe paredes bacterianas e a lactoferrina sequestra ferro necessário para o crescimento bacteriano. Sua redução no olho seco predispõe a infecções e inflamação.
O diagnóstico baseia-se em sintomas, teste de Schirmer (avalia produção aquosa), tempo de ruptura do filme lacrimal (BUT) e colorações vitais (rosa bengala ou lisamina verde) para avaliar dano epitelial.
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