CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Qual dos achados abaixo pode estar relacionado a ceratoconjuntivite límbica superior?
Ceratoconjuntivite límbica superior → Sempre investigar disfunção tireoidiana (Graves/Tirotoxicose).
A SLK é uma inflamação crônica da conjuntiva bulbar superior, caracterizada por hiperemia, espessamento e frequentemente associada a filamentos corneanos e doenças da tireoide.
A fisiopatologia da SLK ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que o trauma mecânico crônico entre a pálpebra superior e a conjuntiva bulbar (especialmente em pacientes com exoftalmia ou frouxidão palpebral) desempenhe um papel central. Esse atrito levaria a uma proliferação epitelial e inflamação secundária. O tratamento envolve o uso de lubrificantes sem conservantes, agentes mucolíticos (para filamentos) e, em casos refratários, cauterização química com nitrato de prata ou ressecção cirúrgica da conjuntiva bulbar superior. A estabilização da função tireoidiana pode auxiliar na melhora dos sintomas oculares.
A SLK, ou Ceratoconjuntivite Límbica Superior de Theodore, é uma condição inflamatória crônica e bilateral que afeta a conjuntiva bulbar superior, o limbo superior e a córnea adjacente. Clinicamente, observa-se hiperemia e espessamento da conjuntiva bulbar superior, que cora intensamente com Rosa Bengala ou Verde Lisamina. É mais comum em mulheres de meia-idade e apresenta um curso recidivante.
Existe uma associação clássica e muito forte entre a SLK e disfunções da tireoide, especialmente o hipertireoidismo (Doença de Graves). Estima-se que cerca de 30% a 50% dos pacientes com SLK apresentem alguma forma de disfunção tireoidiana. Por isso, diante do diagnóstico de SLK, é obrigatória a triagem sistêmica com dosagem de TSH e T4 livre.
Os achados cardinais incluem: hiperemia da conjuntiva bulbar superior, ceratite ponteada no limbo superior, ceratite filamentar na córnea superior e uma reação papilar fina na conjuntiva tarsal superior. O paciente geralmente queixa-se de sensação de corpo estranho, queimação e fotofobia. O uso de corantes vitais é essencial para evidenciar a desvitalização do epitélio conjuntival superior.
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