CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Linfoadenopatia pré-auricular, embaçamento visual moderado, hiperemia ocular bilateral, ausência de secreção purulenta, folículos na conjuntiva palpebral superior e na inferior, petéquias conjuntivais e formação de pseudomembranas associadas à ceratite ponteada difusa em ambos os olhos. Os achados clínicos estão mais provavelmente associados à:
Adenovírus = Linfoadenopatia pré-auricular + folículos + pseudomembranas + ceratite ponteada.
O quadro clínico sugere ceratoconjuntivite epidêmica, marcada por inflamação folicular severa, gânglios palpáveis e ausência de secreção purulenta.
A ceratoconjuntivite adenoviral é uma das causas mais comuns de olho vermelho infeccioso, sendo altamente contagiosa. O quadro clínico clássico envolve hiperemia conjuntival, reação folicular (pequenas elevações translúcidas na conjuntiva tarsal) e linfoadenopatia pré-auricular dolorosa. A ceratite ponteada difusa surge frequentemente após a primeira semana de sintomas, podendo evoluir para infiltrados subepiteliais numulares, que são uma resposta imunológica aos antígenos virais. A presença de petéquias e pseudomembranas reforça a gravidade da inflamação, sendo características marcantes da forma epidêmica da doença.
O tratamento é majoritariamente de suporte, incluindo compressas frias e lágrimas artificiais sem conservantes. O uso de corticoides tópicos é controverso e geralmente reservado para casos com pseudomembranas ou infiltrados subepiteliais que reduzem a acuidade visual, sempre sob supervisão oftalmológica rigorosa.
A conjuntivite herpética costuma ser unilateral e pode apresentar vesículas cutâneas palpebrais ou a clássica ceratite dendrítica (corada por fluoresceína). A adenoviral é frequentemente bilateral (embora comece em um olho) e apresenta reação folicular muito mais exuberante e linfoadenopatia pré-auricular frequente.
Pseudomembranas são compostas por fibrina e detritos inflamatórios que se aderem à conjuntiva palpebral em resposta a uma inflamação severa. Elas podem ser removidas sem causar sangramento significativo da conjuntiva subjacente, ao contrário das membranas verdadeiras, e sua presença indica um quadro inflamatório intenso, comum em infecções por adenovírus sorotipos 8, 19 e 37.
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