CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Em qual das circunstâncias abaixo, colírios à base de esteroides estão formalmente indicados durante a evolução de uma ceratoconjuntivite adenoviral?
Infiltrados subepiteliais com ↓ acuidade visual → Indicação de corticoide tópico.
O uso de corticoides na conjuntivite viral é restrito a complicações imunomediadas, como infiltrados que comprometem o eixo visual ou pseudomembranas.
A ceratoconjuntivite adenoviral é uma infecção ocular altamente contagiosa e geralmente autolimitada. No entanto, em cerca de 30-50% dos casos, pode evoluir para a fase de ceratite com formação de infiltrados subepiteliais. Esses infiltrados são opacidades que podem causar baixa acuidade visual, fotofobia e glare (ofuscamento). O tratamento com corticoides tópicos é indicado especificamente quando esses infiltrados reduzem a visão ou quando há formação de pseudomembranas conjuntivais. O uso deve ser criterioso, com desmame muito lento (tapering), pois a interrupção abrupta frequentemente causa a recidiva das lesões, já que o antígeno viral pode persistir no estroma por meses.
Na fase inicial (primeiros 7-10 dias), o vírus está em replicação ativa. O corticoide pode inibir a resposta imune natural, prolongando o tempo de transmissão e aumentando o risco de complicações se houver erro diagnóstico (como ceratite por Herpes simplex).
São depósitos esbranquiçados numulares que aparecem no estroma anterior da córnea cerca de 2 a 3 semanas após o início da conjuntivite. Eles representam uma reação imunológica aos antígenos virais que permaneceram no tecido.
O uso deve ser monitorado por oftalmologista devido ao risco de aumento da pressão intraocular (glaucoma), desenvolvimento de catarata e facilitação de infecções secundárias fúngicas ou bacterianas.
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