Ceratite Viral: Diagnóstico e Conduta em Imunocompetentes

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

As lesões abaixo mostradas acometem pessoas aparentemente imunocompetentes, com dor hiperemia, baixa progressiva de acuidade visual. São geralmente de etiologia:

Alternativas

  1. A) Viral
  2. B) Bacteriana
  3. C) Autoimune
  4. D) Idiopática

Pérola Clínica

Dor + Hiperemia + Baixa Visão em imunocompetente → pensar em etiologia Viral (Herpes).

Resumo-Chave

Infecções virais, especialmente pelo Herpes Simplex, são causas frequentes de ceratite unilateral com dor e redução visual em pacientes saudáveis.

Contexto Educacional

A ceratite herpética é uma das principais causas de cegueira corneana no mundo. Em pacientes imunocompetentes, a apresentação costuma ser unilateral. A fisiopatologia envolve a replicação viral ativa no epitélio ou uma resposta imune no estroma. O manejo correto evita a formação de cicatrizes (leucomas) que comprometem permanentemente a acuidade visual.

Perguntas Frequentes

Qual o agente viral mais comum na ceratite?

O vírus Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1) é o principal agente. Após a infecção primária, ele permanece latente no gânglio trigêmeo e pode reativar sob estresse ou imunossupressão local.

Como é feito o diagnóstico clínico?

O diagnóstico é predominantemente clínico através da biomicroscopia com corante de fluoresceína, que revela a clássica lesão dendrítica com bulbos terminais no epitélio corneano.

Qual o tratamento padrão?

O tratamento envolve antivirais tópicos (como aciclovir ou ganciclovir) ou sistêmicos, dependendo da profundidade do acometimento e recorrência do quadro.

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