CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Paciente submetido à cirurgia refrativa (LASIK), evoluiu no período pós-operatório com ceratite infecciosa causada pela Mycobacterium chelonae no olho operado. É correto afirmar com relação à esta infecção:
Ceratite por M. chelonae → Tto: Amicacina + Claritromicina + Quinolonas 4ª ger; Ziehl-Neelsen (+).
As micobactérias atípicas são causas raras mas graves de ceratite pós-refrativa. O tratamento é prolongado e exige associação de antibióticos como amicacina e claritromicina.
As micobactérias não tuberculosas (MNT), como a M. chelonae e M. fortuitum, são patógenos ambientais que podem causar infecções oculares graves após trauma ou cirurgia. No contexto do LASIK, elas frequentemente se apresentam com infiltrados granulares multifocais e uma evolução indolente. O manejo é desafiador devido à resistência intrínseca a muitos antibióticos convencionais. A terapia deve ser mantida por várias semanas (muitas vezes meses) para prevenir a recorrência, e em casos graves, o levantamento ou remoção do flap pode ser necessário para facilitar a penetração dos fármacos.
O tratamento geralmente envolve uma combinação de amicacina tópica (fortificada), claritromicina (tópica ou oral) e quinolonas de 4ª geração (como gatifloxacino ou moxifloxacino), devido ao perfil de resistência dessas micobactérias.
O diagnóstico baseia-se na cultura em meios específicos (como Löwenstein-Jensen) e na coloração de Ziehl-Neelsen ou Kinyoun, onde o organismo se apresenta como um bacilo álcool-ácido resistente (BAAR).
O ambiente sob o flap do LASIK pode favorecer o crescimento de organismos de crescimento lento e oportunistas, como as micobactérias atípicas, muitas vezes introduzidas por contaminação de instrumentos ou soluções.
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