Tratamento da Ceratite por Acanthamoeba: Fármacos Tópicos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

São fármacos de uso tópico que fazem parte do tratamento da ceratite infecciosa causada pela Acanthamoeba:

Alternativas

  1. A) Cloranfenicol e anfotericina B
  2. B) Cefazolina e ofloxacino
  3. C) Tobramicina e natamicina
  4. D) Biguanida e propamidina

Pérola Clínica

Acanthamoeba → Tratamento = Biguanida (PHMB/Clorexidina) + Diamidina (Propamidina).

Resumo-Chave

O tratamento da ceratite por Acanthamoeba exige agentes cisticidas e trofozoiticidas, sendo as biguanidas e diamidinas a terapia padrão-ouro.

Contexto Educacional

A ceratite por Acanthamoeba é uma infecção ocular grave, frequentemente associada ao uso inadequado de lentes de contato ou exposição a água contaminada. O quadro clínico clássico inclui dor desproporcional aos achados e infiltrado perineural (ceratoneurite radial). O manejo farmacológico é desafiador. As biguanidas (PHMB e clorexidina) alteram a permeabilidade da membrana citoplasmática do parasita. As diamidinas (propamidina e hexamidina) complementam o tratamento. Devido à toxicidade epitelial dessas drogas e à resiliência dos cistos, o acompanhamento deve ser rigoroso, muitas vezes necessitando de desbridamento epitelial para facilitar a penetração das drogas.

Perguntas Frequentes

Quais são as biguanidas usadas na ceratite por Acanthamoeba?

As principais biguanidas utilizadas são o PHMB (poliexametileno biguanida 0,02%) e a clorexidina (0,02%). Elas são altamente eficazes por possuírem ação tanto contra os trofozoítos quanto contra os cistos do parasita.

Qual o papel da propamidina no tratamento?

A propamidina (Brolene) pertence à classe das diamidinas. Ela atua inibindo a síntese de DNA do protozoário. É frequentemente usada em combinação com as biguanidas para potencializar o efeito cisticida e reduzir a resistência.

Por que o tratamento da Acanthamoeba é tão prolongado?

A Acanthamoeba pode se transformar em cistos altamente resistentes em condições adversas. Esses cistos podem sobreviver no estroma corneano por meses, exigindo terapia tópica intensiva e prolongada (muitas vezes por 6 a 12 meses) para garantir a erradicação.

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