CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Quais dos achados são mais característicos da fase aguda na ceratite intersticial sifilítica?
Ceratite intersticial sifilítica aguda → Invasão vascular do estroma profundo ("mancha salmão").
A fase aguda da ceratite intersticial sifilítica é marcada por inflamação estromal profunda e neovascularização ativa, frequentemente associada à sífilis congênita tardia.
A ceratite intersticial é uma inflamação não ulcerativa do estroma corneano, poupando o epitélio e o endotélio. Na sífilis, ela se manifesta tipicamente entre os 5 e 25 anos de idade em pacientes com sífilis congênita. O quadro clínico agudo é dramático, com dor, fotofobia e baixa visual severa. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade antígeno-anticorpo. O tratamento foca no controle da inflamação com corticoides tópicos e cicloplégicos, além do tratamento sistêmico da sífilis, embora este último tenha pouco efeito direto na resolução da ceratite já instalada.
A 'mancha salmão' é um achado clássico da fase aguda da ceratite intersticial sifilítica, representando uma neovascularização densa e ativa no estroma corneano profundo, que confere uma coloração rosada ou alaranjada à córnea inflamada.
Embora possa ser causada por tuberculose, herpes ou hanseníase, a sífilis (especialmente a congênita tardia) é historicamente a causa mais comum. Ocorre como uma resposta imunológica tardia ao Treponema pallidum, e não necessariamente por infecção ativa direta no momento da ceratite.
Na fase aguda, observa-se edema estromal e vasos sanguíneos preenchidos (neovascularização ativa). Na fase crônica ou inativa, a córnea apresenta 'vasos fantasmas' (canais vasculares vazios e transparentes) e graus variáveis de opacidade estromal.
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