CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação às ceratites intersticiais, é correto afirmar:
Ceratite intersticial = inflamação do estroma corneano sem envolvimento primário do epitélio/endotélio.
É uma resposta imunomediada (Hipersensibilidade tipo IV) a antígenos de patógenos como T. pallidum, vírus ou clamídia localizados no estroma.
A ceratite intersticial (CI) representa uma resposta inflamatória do estroma da córnea a antígenos depositados, geralmente de origem infecciosa. A patogênese não é a invasão direta do microrganismo na córnea no momento da inflamação, mas sim uma reação de hipersensibilidade tipo IV. Clinicamente, manifesta-se com edema estromal, infiltrados celulares e neovascularização profunda (vasos em 'mancha de salmão'). Após a fase aguda, os vasos regridem deixando 'vasos fantasmas'. O diagnóstico exige investigação sistêmica para sífilis, tuberculose e outras infecções, além de avaliação de síndromes autoimunes como a Síndrome de Cogan.
A sífilis congênita é a causa clássica, mas a condição também pode ser desencadeada por infecções virais (Herpes, Rubéola, EBV), bacterianas (Tuberculose, Hanseníase) ou por Chlamydia trachomatis.
Na ceratite intersticial, a inflamação ocorre no estroma sem ulceração ou supuração primária do epitélio. O epitélio e o endotélio costumam estar íntegros no início do quadro.
Na maioria dos casos de sífilis, a ceratite intersticial é uma manifestação tardia da infecção congênita (adquirida no útero), surgindo geralmente entre os 5 e 20 anos de idade, muitas vezes bilateralmente.
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