CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Quais dos fungos abaixo mais frequentemente causam ceratites infecciosas?
Ceratite fúngica → Fusarium (filamentosos) e Candida (leveduras) são os patógenos mais prevalentes.
A epidemiologia das ceratites fúngicas é dividida entre fungos filamentosos (Fusarium, Aspergillus), comuns em traumas vegetais, e leveduras (Candida), comuns em olhos com doença prévia.
As ceratites fúngicas representam um desafio diagnóstico e terapêutico na oftalmologia. A incidência de Fusarium tem aumentado globalmente, inclusive em usuários de lentes de contato, enquanto a Candida permanece um patógeno oportunista crítico em superfícies oculares doentes. A identificação rápida através de raspado corneano com coloração de Gram e Giemsa, além da cultura em ágar Sabouraud, é essencial. O atraso no diagnóstico pode levar à perfuração ocular e endoftalmite, tornando o conhecimento da prevalência local desses agentes (Fusarium e Candida) vital para a terapia empírica inicial.
Os agentes etiológicos mais frequentes nas ceratites fúngicas são o Fusarium e a Candida. O Fusarium é um fungo filamentoso hialino, sendo a causa principal em regiões de clima tropical e associado frequentemente a traumas oculares com material vegetal ou uso de lentes de contato. Já a Candida albicans é a levedura mais comum, ocorrendo tipicamente em olhos com patologias prévias da superfície ocular, como ceratite por herpes simples, olho seco grave ou em pacientes imunocomprometidos e usuários crônicos de colírios de corticoides.
As ceratites por fungos filamentosos (como Fusarium e Aspergillus) costumam apresentar infiltrados estromais com bordas plumosas ou digitiformes, lesões satélites e, por vezes, uma textura seca ou elevada. Já a ceratite por Candida tende a se manifestar como um infiltrado mais circunscrito, denso e 'em botão de camisa', assemelhando-se mais a uma ceratite bacteriana. Ambas podem apresentar hipópio, que muitas vezes é persistente e de difícil tratamento devido à penetração profunda dos fungos no estroma corneano.
O tratamento baseia-se no uso de antifúngicos tópicos. Para fungos filamentosos, a Natamicina 5% é considerada o padrão-ouro. Para leveduras como a Candida, a Anfotericina B 0,15% a 0,5% é geralmente mais eficaz. Em casos graves ou com acometimento estromal profundo, pode-se associar antifúngicos sistêmicos como o Voriconazol ou Itraconazol. O desbridamento epitelial frequente é uma medida auxiliar importante para aumentar a penetração da medicação e reduzir a carga fúngica na superfície ocular.
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