CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Quanto às infecções fúngicas:
Aspergillus e Fusarium = Fungos filamentosos (causa comum de ceratite pós-trauma vegetal).
O Aspergillus é um fungo filamentoso septado, sendo um dos principais agentes etiológicos de ceratites fúngicas, especialmente após trauma com material orgânico.
As infecções fúngicas da córnea (ceratites) representam um desafio terapêutico devido à lenta replicação dos fungos e à toxicidade dos medicamentos. No Brasil, devido ao clima tropical e à atividade agrícola, os fungos filamentosos (Fusarium e Aspergillus) são os agentes mais prevalentes. Clinicamente, a ceratite por fungos filamentosos apresenta-se com infiltrados estromais de bordas plumosas, lesões satélites e, por vezes, um hipópio imunológico. O diagnóstico precoce via raspado corneano com coloração de Giemsa ou Gram e cultura em ágar Sabouraud é essencial para evitar a perfuração ocular e a perda da visão.
Fungos filamentosos, como Aspergillus e Fusarium, crescem como hifas multicelulares e são frequentemente associados a traumas vegetais em climas tropicais. Fungos leveduriformes, como a Candida, são unicelulares e costumam causar infecção em olhos previamente comprometidos ou em pacientes imunossuprimidos.
O Aspergillus é um dos patógenos mais comuns em ceratites fúngicas. Ele possui a capacidade de invadir o estroma corneano profundamente, podendo atravessar a membrana de Descemet intacta, o que torna o tratamento difícil e aumenta o risco de endoftalmite fúngica.
O padrão-ouro para o tratamento de ceratites por fungos filamentosos (como Aspergillus) é a Natamicina tópica a 5%. Em casos graves ou profundos, pode-se associar antifúngicos sistêmicos como o Voriconazol, que possui excelente penetração ocular.
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