CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
O tratamento farmacológico da ceratite filamentar, nos casos graves de olho seco, pode ser realizado com colírio de:
Ceratite filamentar grave → Colírio de Acetilcisteína (mucolítico) para dissolver filamentos de muco.
A ceratite filamentar ocorre por excesso de muco e debris celulares que aderem ao epitélio. A acetilcisteína atua quebrando as pontes de dissulfeto do muco.
A ceratite filamentar é uma condição debilitante da superfície ocular caracterizada por filamentos de muco e epitélio aderidos à córnea. É frequentemente associada à ceratoconjuntivite seca grave, mas também pode ocorrer após cirurgias oculares, ptose ou uso prolongado de oclusão. O sintoma cardeal é a dor aguda ao piscar. O uso de acetilcisteína tópica é uma estratégia farmacológica específica para abordar a natureza mucinosa da patologia, sendo essencial em casos refratários aos lubrificantes convencionais.
A ceratite filamentar é causada por uma alteração na proporção entre muco e lágrima aquosa. Em estados de olho seco grave ou inflamação crônica, o muco se torna mais viscoso e se enrola em debris de células epiteliais, formando filamentos que se fixam à superfície da córnea, causando dor intensa e sensação de corpo estranho.
A acetilcisteína é um agente mucolítico que possui grupos sulfidrila livres. Estes grupos reagem com as pontes de dissulfeto das mucoproteínas, reduzindo a viscosidade do muco e permitindo que os filamentos se dissolvam ou sejam removidos mais facilmente pela lágrima e pelo piscar.
Além da acetilcisteína (geralmente em concentrações de 5% a 10%), o tratamento inclui lubrificação intensiva, remoção mecânica dos filamentos em lâmpada de fenda, uso de lentes de contato terapêuticas, anti-inflamatórios tópicos (ciclosporina ou corticoides de baixa absorção) e tratamento da causa base, como a Síndrome de Sjögren.
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