Ceratite Estromal Necrosante por Herpes Simples

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

É correto afirmar a respeito da ceratite estromal necrosante, causada pelo vírus herpes simples:

Alternativas

  1. A) Neovascularização da córnea é rara, durante sua evolução
  2. B) Embora haja supuração estromal, o olho apresenta, caracteristicamente, pouca inflamação
  3. C) Os antivirais devem ser utilizados em doses profiláticas, associados ao esteroide tópico
  4. D) Sua patogênese corresponde tanto à replicação viral ativa quanto à formação de imunocomplexos

Pérola Clínica

Ceratite estromal necrosante HSV = Replicação viral ativa + Resposta imune intensa → Exige antiviral pleno.

Resumo-Chave

Diferente da forma disciforme, a ceratite necrosante envolve invasão viral direta do estroma, causando supuração e alto risco de perfuração.

Contexto Educacional

A ceratite herpética é a principal causa de cegueira corneana em países desenvolvidos. A forma estromal necrosante é uma das apresentações mais graves e desafiadoras, pois o equilíbrio entre o controle da replicação viral e a modulação da resposta inflamatória é tênue. A neovascularização é uma característica comum e indica cronicidade ou inflamação intensa, complicando futuros transplantes de córnea.

Perguntas Frequentes

Qual a patogênese da ceratite estromal necrosante?

A patogênese é multifatorial, envolvendo tanto a replicação viral ativa dentro do estroma corneano quanto uma resposta inflamatória exacerbada mediada por imunocomplexos e infiltração de polimorfonucleares. Essa combinação leva à necrose tecidual, supuração e afinamento corneano progressivo.

Como diferenciar a ceratite necrosante da ceratite disciforme?

A ceratite disciforme é uma reação de hipersensibilidade tardia ao antígeno viral, caracterizada por edema estromal focal em forma de disco, sem infiltrado denso ou necrose. Já a ceratite necrosante apresenta infiltrados branco-amarelados densos, supuração estromal e frequentemente está associada a defeitos epiteliais e neovascularização importante.

Qual o manejo terapêutico recomendado?

O tratamento requer uma combinação de antivirais sistêmicos (como Aciclovir 400mg 5x/dia) ou tópicos em doses terapêuticas para controlar a replicação viral, associados a corticoides tópicos cautelosos para modular a resposta imune e reduzir a destruição estromal. O monitoramento rigoroso é essencial devido ao risco de perfuração.

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