Prevenção de Haze no PRK: O Papel da Mitomicina C

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Qual o fármaco mais utilizado durante o peroperatório para reduzir o risco da formação de opacidade de córnea após a cirurgia de ceratectomia fotorrefrativa (PRK)?

Alternativas

  1. A) lnterferon a
  2. B) 5-Fluorouracil
  3. C) Colchicina
  4. D) Mitomicina C

Pérola Clínica

PRK + Mitomicina C 0,02% → ↓ risco de haze (opacidade) estromal pós-operatório.

Resumo-Chave

A Mitomicina C atua inibindo a proliferação de miofibroblastos, prevenindo a formação de cicatrizes estromais (haze) após ablações profundas no PRK.

Contexto Educacional

O PRK (Photorefractive Keratectomy) é uma técnica de cirurgia refrativa de superfície. Diferente do LASIK, o PRK remove o epitélio corneano antes da ablação estromal. Essa agressão tecidual pode desencadear uma cascata inflamatória que resulta em opacidade subepitelial (haze). A Mitomicina C, um agente antimetabólico, é aplicada topicamente para modular essa resposta cicatricial, sendo fundamental em altas ametropias.

Perguntas Frequentes

O que causa o haze após o PRK?

O haze é uma resposta cicatricial estromal excessiva. A ablação a laser e a remoção do epitélio ativam ceratócitos que se transformam em miofibroblastos, gerando opacidade.

Qual a concentração usual da Mitomicina C no PRK?

A concentração mais utilizada é de 0,02% (0,2 mg/ml), aplicada sobre o leito estromal por um período que varia de 15 a 60 segundos, dependendo da profundidade da ablação.

Quais as contraindicações da Mitomicina C na córnea?

Deve ser evitada em pacientes com deficiência de células-tronco limbares, doenças autoimunes graves da superfície ocular ou histórico de má cicatrização epitelial.

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