UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Considere as afirmações e assinale a opção correta. A centralização do fluxo sanguíneo fetal diagnosticada ao estudo com Doppler caracteriza-se por; 1. aumento da velocidade diastólica em artéria cerebral média. 2. incisura protodiastólica em ambas as artérias uterinas. 3. redução da velocidade diastólica em artérias umbilicais. 4. onda A positiva no ducto venoso.
Centralização fetal → ↑ velocidade diastólica ACM e ↓ velocidade diastólica artérias umbilicais.
A centralização do fluxo sanguíneo fetal é um mecanismo compensatório à hipóxia, onde o feto prioriza o fluxo para órgãos vitais como cérebro, coração e adrenais. Isso se reflete no Doppler com aumento do fluxo diastólico na artéria cerebral média (vasodilatação) e diminuição do fluxo diastólico nas artérias umbilicais (vasoconstrição placentária).
A centralização do fluxo sanguíneo fetal é um achado ultrassonográfico com Doppler que indica uma resposta adaptativa do feto à hipóxia crônica, frequentemente associada à Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU). É um conceito fundamental na medicina fetal, pois permite identificar fetos em risco e guiar a conduta obstétrica. A compreensão de seus marcadores é essencial para a prática clínica e para provas de residência. Fisiologicamente, a centralização ocorre quando o feto, em situação de privação de oxigênio, redistribui o fluxo sanguíneo para preservar órgãos nobres. Isso se manifesta no Doppler pela diminuição do índice de pulsatilidade (IP) ou resistência (IR) da artéria cerebral média (ACM), refletindo vasodilatação cerebral, e pelo aumento do IP/IR da artéria umbilical, indicando aumento da resistência na circulação placentária. A relação cérebro-placentária (RCP) é um índice importante que integra essas informações. O diagnóstico de centralização fetal exige monitoramento rigoroso da vitalidade fetal e, dependendo da idade gestacional e da gravidade, pode indicar a necessidade de antecipação do parto. O manejo visa otimizar o ambiente intrauterino e, quando não possível, planejar o momento mais seguro para o nascimento, equilibrando os riscos da prematuridade com os riscos da manutenção da gestação em um ambiente hostil.
Os principais sinais são o aumento da velocidade diastólica final na artéria cerebral média (indicando vasodilatação cerebral) e a redução da velocidade diastólica final nas artérias umbilicais (indicando aumento da resistência placentária).
A centralização ocorre como um mecanismo de defesa fetal frente à hipóxia crônica, redistribuindo o fluxo sanguíneo para órgãos vitais como cérebro, coração e adrenais, em detrimento de outros órgãos.
A centralização fetal é um marcador de sofrimento fetal e RCIU, indicando a necessidade de monitoramento intensivo e, muitas vezes, antecipação do parto para evitar desfechos adversos.
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