HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
No mecanismo de centralização fetal, a alteração que não deve ser encontrada no ultrassom é:
Centralização fetal = adaptação à hipóxia crônica, NÃO hidropsia.
A centralização fetal é um mecanismo compensatório à hipóxia crônica, onde o fluxo sanguíneo é redistribuído para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais). Hidropsia fetal, por outro lado, é um sinal de descompensação grave, geralmente associada a causas imunológicas, infecciosas ou cardíacas, e não é um achado típico da centralização.
A centralização fetal, também conhecida como "brain sparing effect" ou redistribuição de fluxo, é um mecanismo fisiológico de adaptação do feto à hipóxia crônica, geralmente decorrente de insuficiência placentária. Nesse cenário, o feto prioriza o suprimento de oxigênio e nutrientes para órgãos vitais como o cérebro, coração e glândulas adrenais, em detrimento de outros órgãos menos essenciais, como os rins, pulmões e trato gastrointestinal. Os achados ultrassonográficos que sugerem centralização fetal incluem a restrição de crescimento fetal assimétrica, onde o crescimento da cabeça é relativamente preservado em comparação com o abdome (relação cabeça/abdome alterada). Além disso, o Doppler fetal é fundamental para o diagnóstico, evidenciando uma diminuição da resistência vascular na artéria cerebral média (indicando maior fluxo para o cérebro) e um aumento da resistência na artéria umbilical (indicando comprometimento placentário). O oligodrâmnio e a diminuição dos movimentos respiratórios fetais também podem ser observados. A hidropsia fetal, por outro lado, é uma condição grave caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais (ex: ascite, derrame pleural, edema de pele). Suas causas são diversas, incluindo anemia fetal grave (doença hemolítica), infecções congênitas, malformações cardíacas ou cromossômicas. A hidropsia representa uma falha circulatória e descompensação fetal, não sendo um mecanismo adaptativo da hipóxia crônica como a centralização. Portanto, a hidropsia não é um achado esperado no contexto de centralização fetal.
A centralização fetal é uma resposta adaptativa do feto à hipóxia crônica, onde ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo. O sangue é desviado de órgãos menos vitais (como pulmões, rins, trato gastrointestinal) para órgãos essenciais como cérebro, coração e glândulas adrenais, visando preservar suas funções.
Os achados incluem restrição de crescimento fetal assimétrica (cabeça preservada em relação ao abdome), oligodrâmnio, e alterações no Doppler fetal, como diminuição do índice de pulsatilidade da artéria cerebral média e aumento do índice de pulsatilidade da artéria umbilical.
A hidropsia fetal é caracterizada por acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais (ex: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico, edema de pele). Ela representa uma descompensação grave, geralmente por causas imunológicas (doença hemolítica), infecciosas, cardíacas ou genéticas, e não é um mecanismo compensatório da hipóxia crônica como a centralização.
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