HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
O processo de centralização fetal, diagnosticado pela dopplervelocimetria, é desencadeado por:
Centralização fetal → resposta à hipóxia, priorizando fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais).
A centralização fetal é um mecanismo compensatório do feto em resposta à hipóxia crônica. Ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo, com vasodilatação cerebral e vasoconstrição periférica e placentária, visando preservar o suprimento de oxigênio para órgãos nobres como o cérebro e o coração.
A centralização fetal é um dos sinais mais importantes de sofrimento fetal crônico, detectado pela dopplervelocimetria. Este fenômeno fisiológico representa uma adaptação do feto à hipóxia, onde ocorre uma redistribuição do fluxo sanguíneo para preservar os órgãos vitais, como o cérebro, o coração e as glândulas adrenais, em detrimento de outros órgãos menos essenciais, como os rins e o trato gastrointestinal. A identificação da centralização fetal, caracterizada pela diminuição do índice de pulsatilidade da artéria cerebral média e, consequentemente, da relação cérebro-placentária, é um alerta para a necessidade de monitoramento intensivo e, muitas vezes, de intervenção obstétrica. Compreender a fisiopatologia e a interpretação dos achados dopplerfluxométricos é crucial para o manejo adequado da gestação de alto risco e para a prevenção de desfechos perinatais adversos.
A centralização fetal é diagnosticada pela dopplervelocimetria através da avaliação do índice de pulsatilidade (IP) da artéria cerebral média (ACM) e da artéria umbilical (AU). A diminuição do IP da ACM e o aumento do IP da AU, resultando em uma relação cérebro-placentária (RCP) < 1,08, indicam centralização.
A centralização fetal, embora um mecanismo protetor inicial, indica sofrimento fetal crônico. Se prolongada, pode levar a restrição de crescimento intrauterino, oligodramnia, acidose metabólica e aumento do risco de morbimortalidade perinatal.
A RCP é um indicador sensível de hipóxia fetal. Ela compara o fluxo sanguíneo cerebral (IP da ACM) com o fluxo placentário (IP da AU). Uma RCP diminuída (< 1,08) sugere que o feto está priorizando o fluxo cerebral em detrimento da perfusão placentária e periférica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo