CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Qual das imagens abaixo está mais provavelmente relacionada a um quadro infeccioso de órbita?
Celulite orbitária → Proptose + Oftalmoplegia + Dor à movimentação ocular.
A celulite orbitária é uma infecção grave posterior ao septo orbitário, frequentemente secundária a sinusites, exigindo diagnóstico por imagem e antibioticoterapia venosa.
As infecções orbitárias são classificadas pela classificação de Chandler, que varia desde o edema inflamatório até a trombose do seio cavernoso. A maioria dos casos em crianças decorre da extensão direta de uma sinusite etmoidal através da lâmina papirácea. Os patógenos mais comuns incluem Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus e Haemophilus influenzae (este último reduzido após a vacinação). O tratamento envolve internação hospitalar imediata, antibioticoterapia de amplo espectro por via intravenosa e monitoramento rigoroso da função do nervo óptico. A intervenção cirúrgica é indicada se houver abscesso volumoso, ausência de resposta ao tratamento clínico em 24-48 horas ou queda súbita da visão.
A celulite orbitária apresenta sinais de acometimento profundo: proptose (protrusão do globo), oftalmoplegia (limitação da movimentação ocular), dor à movimentação e, em casos graves, redução da acuidade visual ou defeito pupilar aferente. A pré-septal limita-se ao edema e eritema palpebral.
A TC de órbita e seios da face é essencial para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da infecção, identificar sinusite adjacente e, crucialmente, detectar abscessos subperiosteais ou orbitários que podem necessitar de drenagem cirúrgica urgente.
As complicações podem ser locais, como neuropatia óptica compressiva e oclusão da artéria central da retina, ou sistêmicas e potencialmente fatais, como meningite, abscesso cerebral e trombose do seio cavernoso.
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