UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Homem, 40 anos de idade, procura PS com quadro de hiperemia, dor e edema palpebrais à esquerda há 2 dias. Nega piora da acuidade visual e doenças pregressas. Ao exame oftalmológico: acuidade visual de 20/20 em ambos olhos, reflexos pupilares isofotorreagentes, limitação à adução do olho direito e disco óptico sem edema. Qual é a conduta inicial mais adequada?
Edema palpebral + dor + limitação de motilidade ocular → Celulite orbitária → TC de órbitas c/ contraste + ATB IV urgente.
A presença de edema palpebral, dor e, crucialmente, limitação da motilidade ocular (oftalmoplegia) sugere celulite orbitária (pós-septal), uma emergência médica. Diferente da celulite pré-septal, a orbitária requer investigação imediata com TC de órbitas com contraste para avaliar a extensão e antibioticoterapia venosa de amplo espectro para prevenir complicações graves.
A celulite orbitária é uma infecção grave dos tecidos moles da órbita, posterior ao septo orbital, que representa uma emergência oftalmológica. Geralmente, é uma complicação de infecções dos seios paranasais (especialmente etmoide) ou de trauma local. A diferenciação da celulite pré-septal, que é uma infecção mais superficial e menos grave, é crucial para o manejo adequado. Os sinais clínicos que apontam para celulite orbitária incluem edema e eritema palpebral, dor, proptose, dor à movimentação ocular, oftalmoplegia (limitação da motilidade ocular) e, em casos avançados, diminuição da acuidade visual e alterações pupilares. A presença de qualquer um desses sinais de envolvimento orbitário exige investigação imediata. A conduta inicial envolve a realização urgente de uma tomografia computadorizada (TC) de órbitas com contraste para determinar a extensão da infecção e a presença de abscessos, e o início imediato de antibioticoterapia venosa de amplo espectro. O tratamento agressivo é fundamental para prevenir complicações devastadoras como cegueira, trombose do seio cavernoso e abscesso cerebral, que podem ser fatais.
A celulite orbitária (pós-septal) se diferencia da pré-septal pela presença de sinais como proptose (exoftalmia), dor à movimentação ocular, oftalmoplegia (limitação da motilidade ocular), diplopia e, em casos mais graves, diminuição da acuidade visual ou alterações no disco óptico. A celulite pré-septal geralmente se manifesta apenas com edema, eritema e dor palpebral, sem envolvimento do globo ocular.
A tomografia computadorizada (TC) de órbitas com contraste é fundamental para confirmar o diagnóstico de celulite orbitária, avaliar a extensão da infecção, identificar a presença de abscesso subperiosteal ou orbitário, e descartar complicações intracranianas. Ela guia a decisão terapêutica e a necessidade de drenagem cirúrgica.
A conduta inicial mais adequada é a internação hospitalar e o início imediato de antibioticoterapia venosa de amplo espectro, cobrindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo anaeróbios, devido ao risco de complicações graves como perda visual, trombose do seio cavernoso e abscesso cerebral.
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