CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
É considerada indicação para abordagem cirúrgica na celulite orbitária:
Celulite orbitária + Abscesso subperiosteal ou ↓ Acuidade Visual = Indicação de Drenagem Cirúrgica.
Diferente da celulite pré-septal, a orbitária envolve estruturas profundas. A formação de abscesso subperiosteal é uma indicação clássica para intervenção cirúrgica imediata para prevenir perda visual.
A celulite orbitária é uma infecção grave, frequentemente secundária à sinusite etmoidal. A Classificação de Chandler é utilizada para graduar a gravidade, indo desde o edema inflamatório até a trombose do seio cavernoso. O manejo inicial é clínico com antibioticoterapia de amplo espectro (cobertura para S. aureus, Streptococcus e anaeróbios). A intervenção cirúrgica torna-se mandatória quando há formação de abscesso subperiosteal, pois a pressão exercida pela coleção purulenta no espaço restrito da órbita pode causar isquemia do nervo óptico ou da retina. A drenagem costuma ser realizada em conjunto com a otorrinolaringologia para tratar o foco sinusal primário.
As indicações absolutas incluem a presença de abscesso subperiosteal ou orbitário volumoso identificado em TC ou RM, queda progressiva da acuidade visual, presença de defeito pupilar aferente relativo (sugerindo neuropatia óptica compressiva) e falta de resposta clínica ao tratamento com antibióticos intravenosos após 24 a 48 horas.
A celulite pré-septal limita-se às pálpebras e tecidos moles anteriores ao septo orbitário, sem afetar a motilidade ocular ou a visão. A celulite orbitária apresenta sinais de envolvimento profundo: proptose, oftalmoplegia (dor ou limitação ao movimentar o olho) e possível redução da acuidade visual. A distinção é vital, pois a orbitária pode evoluir para abscesso cerebral ou trombose do seio cavernoso.
A TC de órbitas e seios da face com contraste é o padrão-ouro para avaliar a extensão da infecção e identificar coleções. Ela permite visualizar o abscesso subperiosteal (geralmente adjacente à lâmina papirácea devido à sinusite etmoidal) e guiar o planejamento cirúrgico de drenagem, além de avaliar o envolvimento dos seios paranasais.
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