IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022
O S. Aureus é o agente mais frequentemente associado a infecções cutâneas. No caso de uma Celulite Não Necrotizante o agente mais comumente associado é o:
Celulite não necrotizante: Streptococcus pyogenes é o agente mais comum, embora S. aureus também seja frequente.
Embora Staphylococcus aureus seja um agente comum em diversas infecções cutâneas, na celulite não necrotizante, especialmente a de apresentação clássica com bordas mal definidas, o Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A) é o patógeno mais frequentemente isolado. É importante considerar ambos na cobertura empírica.
As infecções de pele e partes moles (IPPM) são condições comuns na prática clínica, e a celulite é uma das mais frequentes. Embora Staphylococcus aureus seja um patógeno onipresente e frequentemente associado a diversas infecções cutâneas, é fundamental diferenciar os agentes etiológicos predominantes em diferentes apresentações clínicas para guiar o tratamento empírico. Na celulite não necrotizante, o Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A) é classicamente o agente mais comumente isolado, especialmente em infecções que não envolvem abscessos ou pústulas. O S. aureus também é um patógeno importante, e a prevalência de S. aureus resistente à meticilina (MRSA) tem impactado as escolhas terapêuticas, exigindo uma avaliação cuidadosa dos fatores de risco do paciente. O diagnóstico da celulite é predominantemente clínico, baseado na presença de eritema, calor, dor e edema. O tratamento empírico deve ser iniciado prontamente e cobrir os patógenos mais prováveis. A falha terapêutica ou a progressão rápida dos sintomas devem levantar a suspeita de infecções mais graves, como a fasciíte necrotizante, que requer manejo cirúrgico urgente.
A erisipela é uma forma mais superficial de celulite que afeta a derme superior e os linfáticos, apresentando bordas bem demarcadas e elevadas, enquanto a celulite é uma infecção mais profunda da derme e tecido subcutâneo, com bordas geralmente mal definidas.
O tratamento empírico inicial para celulite não necrotizante deve cobrir Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus. Antibióticos como cefalexina, clindamicina ou amoxicilina-clavulanato são opções comuns, dependendo da gravidade e fatores de risco para MRSA.
Suspeita-se de celulite necrotizante (fasciíte necrotizante) em casos de dor desproporcional aos achados do exame físico, bolhas, crepitação, necrose cutânea, toxicidade sistêmica grave e rápida progressão, exigindo intervenção cirúrgica imediata.
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