UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Mulher de 38 anos comparece à consulta de ginecologia para mostrar resultado de exame preventivo com seguinte laudo: “Amostra satisfatória. Microbiologia: Candida albicans. Células glandulares atípicas de significado indeterminado”. Nega sintomas de odor, prurido ou secreção vaginal. A conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é:
Papanicolau com AGC-NOS (AGUS) → Investigação imediata com colposcopia e exame de imagem.
A presença de Células Glandulares Atípicas de Significado Indeterminado (AGC-NOS ou AGUS) no Papanicolau é um achado preocupante, pois pode estar associada a lesões pré-malignas ou malignas do colo, endométrio ou ovário. A conduta recomendada é a investigação imediata com colposcopia e exames de imagem, independentemente da presença de Candida albicans assintomática.
O Papanicolau é uma ferramenta crucial no rastreamento do câncer de colo uterino. Achados como as Células Glandulares Atípicas de Significado Indeterminado (AGC-NOS), anteriormente conhecidas como AGUS, são relativamente raros, mas de grande importância clínica, pois podem estar associados a lesões de alto grau ou câncer invasivo do colo, endométrio ou ovário. A fisiopatologia por trás do AGC-NOS pode envolver infecções, inflamações, metaplasia, mas também lesões neoplásicas. Diferentemente das atipias escamosas, as atipias glandulares têm um potencial maior de malignidade e exigem uma abordagem mais agressiva. A investigação diagnóstica deve ser imediata e completa. A conduta recomendada pelo Ministério da Saúde e diretrizes internacionais para AGC-NOS inclui colposcopia com biópsia dirigida do colo e, frequentemente, avaliação do canal endocervical (curetagem endocervical). Além disso, devido à possibilidade de lesões endometriais ou ovarianas, exames de imagem como ultrassonografia transvaginal e, em alguns casos, biópsia endometrial, são indicados para uma avaliação abrangente e exclusão de malignidade.
AGC-NOS indica a presença de células glandulares com atipias que não são claramente benignas nem malignas, mas que exigem investigação aprofundada devido ao risco de lesões pré-malignas ou malignas.
A conduta inicial para AGC-NOS é a realização de colposcopia com biópsia dirigida e, dependendo do contexto clínico, exames de imagem para avaliar o endométrio e ovários, devido ao potencial de lesões mais graves.
Não, a presença de Candida albicans assintomática não altera a conduta para AGC-NOS. O foco principal deve ser a investigação das células glandulares atípicas, que representam um risco maior.
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