SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Paciente de 30 anos, G1P1 (cesariana), procurou o serviço de ginecologia com queixa de sangramento genital esporádico há algumas semanas. Traz consigo um exame citológico (Papanicolau) mostrando células glandulares atípicas de significado indeterminado provavelmente não neoplásicas. O exame ginecológico revelou sangramento uterino anormal. De acordo com o cenário acima, qual a melhor conduta?
Células Glandulares Atípicas (AGC) no Papanicolau + sangramento uterino anormal → Colposcopia + Avaliação Endometrial (biópsia/histeroscopia).
A presença de células glandulares atípicas (AGC) no Papanicolau, especialmente quando associada a sangramento uterino anormal, exige uma investigação mais aprofundada. A conduta mais adequada é realizar colposcopia para avaliar o colo e o canal endocervical, e uma avaliação endometrial (biópsia ou histeroscopia) para excluir patologias endometriais.
As células glandulares atípicas (AGC) no exame citopatológico do colo uterino são menos comuns que as atipias escamosas, mas representam um risco maior de lesões pré-malignas ou malignas, tanto cervicais quanto endometriais. O termo "provavelmente não neoplásicas" sugere que as atipias são leves, mas a presença de sangramento uterino anormal em uma mulher de 30 anos é um sinal de alerta que exige investigação completa. A fisiopatologia das AGC pode envolver lesões glandulares cervicais (adenocarcinoma in situ, adenocarcinoma invasivo) ou patologias endometriais (hiperplasia, pólipos, adenocarcinoma). O sangramento uterino anormal é um sintoma que deve ser sempre investigado, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição grave. A conduta para AGC é mais agressiva do que para ASC-US devido ao maior risco de malignidade. A melhor conduta neste cenário é a colposcopia para avaliar o colo uterino e o canal endocervical, e a avaliação endometrial para excluir patologias do endométrio. A avaliação endometrial pode ser feita inicialmente com biópsia de endométrio (por curetagem ou pipelle) e, se necessário, complementada por histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida. Repetir o citológico em três meses seria inadequado, pois atrasaria o diagnóstico de uma possível lesão grave. A exérese de zona de transformação tipo 3 é um procedimento terapêutico para lesões de alto grau e não a conduta inicial para AGC.
AGC indica atipias nas células glandulares do colo uterino ou endométrio, que podem ser de significado indeterminado (provavelmente não neoplásicas) ou sugestivas de neoplasia. Requer investigação mais detalhada.
A avaliação endometrial é crucial porque as células glandulares atípicas podem ter origem no endométrio, e o sangramento uterino anormal é um sintoma que pode indicar patologias endometriais, incluindo hiperplasia ou câncer.
A histeroscopia diagnóstica com biópsia é indicada quando há suspeita de patologia endometrial, especialmente após uma biópsia de endométrio cega inconclusiva ou em casos de AGC persistente, para visualização direta e biópsia dirigida.
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