CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Paciente de 37 anos de idade, traz à consulta ginecológica resultado de exame colpocitológico (preventivo do câncer de colo uterino), que evidenciou células glandulares atípicas de significado indeterminado (AGC) possivelmente não neoplásicas e a paciente nega sangramento uterino anormal. Diante do exposto, a conduta, segundo as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero, é:
AGC (não neoplásicas) + nega sangramento → Colposcopia com atenção ao canal cervical + USG transvaginal para endométrio.
Células glandulares atípicas (AGC) no preventivo, mesmo que possivelmente não neoplásicas e sem sangramento anormal, exigem investigação aprofundada. A colposcopia com atenção especial ao canal cervical é fundamental, e a avaliação do endométrio com ultrassonografia transvaginal é crucial para excluir patologias endometriais, especialmente em mulheres >35 anos.
As células glandulares atípicas (AGC) no exame colpocitológico representam um achado de grande importância no rastreamento do câncer de colo uterino, indicando a necessidade de uma investigação aprofundada. Embora o termo "atípicas de significado indeterminado" possa sugerir um baixo risco, as AGC estão associadas a uma prevalência significativa de lesões de alto grau, incluindo neoplasia intraepitelial glandular (AIS) e adenocarcinoma invasivo, tanto cervical quanto endometrial. A epidemiologia mostra que o risco de câncer invasivo após um resultado de AGC é maior do que após um ASC-US ou LSIL, ressaltando a urgência da conduta. A fisiopatologia das lesões glandulares é complexa, muitas vezes envolvendo infecção persistente por HPV de alto risco, mas com padrões de progressão e localização anatômica que podem diferir das lesões escamosas. O diagnóstico diferencial inclui desde alterações reativas benignas até adenocarcinomas invasivos. Diante de AGC, as diretrizes brasileiras e internacionais recomendam uma avaliação imediata e abrangente. A colposcopia é o próximo passo essencial, com especial atenção ao canal endocervical, que é a principal origem das lesões glandulares. Além da colposcopia, a avaliação do endométrio é mandatória, especialmente em mulheres com mais de 35 anos ou com fatores de risco para câncer endometrial, como sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal é um método inicial para avaliar a espessura endometrial e identificar possíveis patologias. A conduta adequada visa a detecção precoce de lesões pré-malignas ou malignas, permitindo intervenções terapêuticas oportunas e melhorando o prognóstico das pacientes. A falha em investigar adequadamente as AGC pode levar a atrasos no diagnóstico de cânceres ginecológicos.
As AGC estão associadas a um risco aumentado de lesões cervicais de alto grau (HSIL), adenocarcinoma in situ (AIS) e câncer invasivo, tanto cervical quanto endometrial, justificando uma investigação aprofundada.
A avaliação endometrial é crucial porque as células glandulares atípicas podem ter origem endometrial, especialmente em mulheres acima de 35 anos, sendo a ultrassonografia transvaginal um método inicial importante para rastrear patologias endometriais.
A colposcopia permite a visualização direta do colo uterino e a biópsia de áreas suspeitas. A atenção ao canal cervical é vital, pois as lesões glandulares frequentemente se originam ou se estendem para essa região, que pode ser de difícil acesso.
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