SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022
Geovana é uma mulher casada e nulípara, atualmente com 29 anos e que iniciou o rastreamento para neoplasia do colo do útero aos 25 anos, conforme recomendação do seu Médico de Família e Comunidade (MFC). Realizou as 02 (duas) primeiras coletas com intervalo de 01 (um) ano entre elas, ambas com resultado normal. Agora retornou para mostrar o resultado da última coleta, que realizou há 2 semanas e que obteve o seguinte resultado: presença de "células glandulares atípicas (AGC)". Frente a este resultado, você:
Papanicolau com AGC → sempre encaminhar para colposcopia.
A presença de "células glandulares atípicas (AGC)" no Papanicolau é um achado significativo que exige investigação aprofundada, pois pode indicar lesões pré-malignas ou malignas do epitélio glandular, sendo a colposcopia a conduta inicial padrão.
O rastreamento para neoplasia do colo do útero é uma estratégia fundamental na saúde da mulher, visando a detecção precoce de lesões pré-malignas e malignas. O Papanicolau é o principal método de rastreamento, e seus resultados guiam as condutas subsequentes. A interpretação correta dos achados citopatológicos é crucial para um manejo adequado e para evitar a progressão da doença. A presença de "células glandulares atípicas (AGC)" no Papanicolau é um achado que demanda atenção especial. Diferentemente das atipias em células escamosas (ASC-US, LSIL, HSIL), o AGC indica alterações nas células glandulares, que revestem o canal endocervical e o endométrio. Este resultado está associado a um risco maior de lesões de alto grau ou câncer invasivo, incluindo adenocarcinomas, que podem ser mais agressivos e de pior prognóstico. Diante de um resultado de AGC, a conduta recomendada pelas diretrizes nacionais e internacionais é o encaminhamento para colposcopia. A colposcopia permite a visualização magnificada do colo do útero e a identificação de áreas suspeitas para biópsia dirigida, sendo essencial para o diagnóstico definitivo e para o planejamento do tratamento adequado. Apenas repetir a coleta em 6 ou 12 meses não é suficiente, pois pode atrasar a detecção de uma lesão significativa.
AGC indica a presença de células glandulares com alterações morfológicas que não são claramente benignas nem francamente malignas, mas que sugerem um risco aumentado de lesões pré-malignas ou câncer, tanto cervicais quanto endometriais.
A conduta padrão para AGC é o encaminhamento para colposcopia, independentemente da idade ou do histórico de rastreamento, para uma avaliação mais detalhada do colo do útero e, se necessário, biópsia.
O AGC é preocupante porque está associado a um risco significativo de lesões de alto grau (CIN 2/3) ou câncer invasivo, especialmente adenocarcinomas, que podem ser mais difíceis de detectar e tratar.
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