SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
É uma cefalosporina de terceira geração com amplo espectro para gram-negativos, incluindo boa atividade para Pseudomonas aeruginosa, a
Ceftazidima = Cefalosporina de 3ª geração com cobertura específica para Pseudomonas aeruginosa.
Diferente da Ceftriaxona, a Ceftazidima possui um anel lateral que confere afinidade pelas PBP da Pseudomonas, sendo a única de 3ª geração com essa indicação clássica.
As cefalosporinas de terceira geração representam um marco na antibioticoterapia devido à sua estabilidade contra muitas beta-lactamases de gram-negativos. A ceftazidima, especificamente, destaca-se pela sua cadeia lateral aminotiazolil e um grupo propilcarboxi, que otimizam a penetração e a afinidade pelas proteínas de ligação à penicilina (PBPs) da Pseudomonas aeruginosa. Na prática clínica, seu uso deve ser criterioso para evitar a pressão seletiva de cepas produtoras de ESBL ou AmpC hiperproduzido. É importante notar que, apesar de ser de 3ª geração, a ceftazidima tem atividade muito pobre contra Staphylococcus aureus e outros gram-positivos, ao contrário da ceftriaxona ou cefotaxima. O conhecimento preciso do espectro é vital para o escalonamento ou descalonamento da terapia empírica em ambiente hospitalar.
A ceftazidima é indicada principalmente para o tratamento de infecções graves causadas por bacilos gram-negativos multirresistentes, com destaque para a Pseudomonas aeruginosa. É frequentemente utilizada em contextos de neutropenia febril, infecções nosocomiais como pneumonia associada à ventilação mecânica e infecções do trato urinário complicadas, onde a cobertura para esse patógeno é essencial. Sua eficácia contra gram-positivos é significativamente menor do que a de cefalosporinas de primeira ou segunda geração, não sendo a escolha ideal para cocos gram-positivos como o S. aureus sensível à oxacilina.
Não. Embora ambas pertençam à terceira geração das cefalosporinas, seus espectros de ação são distintos. A ceftriaxona possui excelente atividade contra Streptococcus pneumoniae e Neisseria spp., além de uma meia-vida longa que permite dose única diária, mas carece de atividade contra Pseudomonas. Já a ceftazidima é o protótipo da cefalosporina de terceira geração com atividade antipseudomonas, sendo fundamental em protocolos de infecção hospitalar, mas possui cobertura limitada para gram-positivos em comparação à ceftriaxona.
A resistência à ceftazidima ocorre principalmente através da produção de beta-lactamases, como as cefalosporinases cromossômicas (AmpC) induzidas ou constitutivas, e beta-lactamases de espectro estendido (ESBL). Além disso, a Pseudomonas aeruginosa pode desenvolver resistência via bombas de efluxo e mutações em porinas (como a OprD), que reduzem a permeabilidade da membrana externa do fármaco. Em casos de suspeita de ESBL, carbapenêmicos ou novas combinações com inibidores de beta-lactamase (ex: ceftazidima-avibactam) são preferíveis.
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