Cefaleias: Diferenciais e Características Clínicas Essenciais

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Sobre os diferentes tipos de cefaleia assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) Cefaleia em salvas é episódica, com pico máximo 5 a 15 minutos, do tipo perfurante- dilacerante, cortante ou em queimação; mais comum em homens.
  2. B) Cefaleia autonômica trigeminal está associada a manifestações parassimpáticas autonômicas.
  3. C) Cefaleia tensional ocorre principalmente no período da tarde, podendo ir até a noite e pode apresentar piora com luz e barulho.
  4. D) Cefaleia SUNCT é sempre bilateral, de longa duração, associada a sudorese, rinorreia, lacrimejamento e ptose palpebral bilaterais.
  5. E) Hemicrania paroxística é episódica, de curta duração, pode ocorrer mais de 5 episódios por dia, costuma apresentar períodos de remissão e é mais comum em mulheres.

Pérola Clínica

Cefaleia SUNCT é unilateral, de curta duração e com sintomas autonômicos ipsilaterais, não bilateral e longa.

Resumo-Chave

A alternativa D está incorreta porque a Cefaleia SUNCT (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with Conjunctival injection and Tearing) é caracteristicamente unilateral, de curta duração e com sintomas autonômicos ipsilaterais à dor, não bilateral e de longa duração.

Contexto Educacional

As cefaleias representam uma das queixas mais comuns na prática médica, sendo classificadas em primárias e secundárias. As cefaleias primárias, como a enxaqueca, cefaleia tensional e as cefaleias trigeminais autonômicas (CTAs), não são causadas por outra condição subjacente. A compreensão das características clínicas específicas de cada tipo é fundamental para um diagnóstico preciso e um manejo adequado, evitando tratamentos ineficazes ou desnecessários. As cefaleias trigeminais autonômicas (CTAs) são um grupo de cefaleias primárias caracterizadas por dor unilateral na região trigeminal e sintomas autonômicos ipsilaterais. Incluem a cefaleia em salvas, hemicrania paroxística e SUNCT/SUNA. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema trigeminal e parassimpático. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), que detalha a duração, frequência, lateralidade e sintomas associados para cada subtipo. O tratamento das cefaleias varia amplamente conforme o tipo. Para as CTAs, por exemplo, a cefaleia em salvas responde bem ao oxigênio e triptanos, enquanto a hemicrania paroxística é classicamente responsiva à indometacina. A cefaleia tensional, por sua vez, é frequentemente manejada com analgésicos comuns e técnicas de relaxamento. O prognóstico depende da adesão ao tratamento e da identificação de gatilhos, sendo a educação do paciente um pilar essencial para o controle da condição.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas é uma dor unilateral, periorbital ou temporal, de intensidade excruciante, com duração de 15 a 180 minutos, associada a sintomas autonômicos ipsilaterais como lacrimejamento, rinorreia, ptose e miose. É mais comum em homens.

Como diferenciar a cefaleia SUNCT de outras cefaleias trigeminais autonômicas?

A cefaleia SUNCT se diferencia pela sua duração ultracurta (5-240 segundos), alta frequência (até 200 ataques/dia) e pela proeminência de sintomas autonômicos ipsilaterais, como injeção conjuntival e lacrimejamento, além de ser estritamente unilateral.

Quais são os sintomas típicos da cefaleia tensional?

A cefaleia tensional é geralmente bilateral, de intensidade leve a moderada, com sensação de pressão ou aperto, sem características pulsáteis. Não é agravada por atividade física rotineira e, tipicamente, não apresenta náuseas, vômitos, fotofobia ou fonofobia intensas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo