UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 29 anos, previamente saudável, procura atendimento médico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça no último ano. Ela descreve a dor como uma pressão forte e contínua, localizada principalmente na região frontal, com intensidade crescente ao longo do dia. A dor é associada a náuseas leves e hipersensibilidade à luz, sem vômitos. Não há histórico de trauma craniano ou outros sintomas neurológicos. A paciente relata que a dor ocorre mais frequentemente após períodos de estresse ou noites mal dormidas, sendo aliviada parcialmente com analgésicos comuns. A pressão arterial está normal (120/80 mmHg), e o exame neurológico não revela alterações. Com base nas informações fornecidas, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para este caso.
Cefaleia tensional: dor em pressão, frontal, contínua, piora com estresse/sono ruim → manejo inicial com estilo de vida.
A descrição da dor (pressão, frontal, contínua, piora com estresse/sono ruim, alívio parcial com analgésicos comuns) é altamente sugestiva de cefaleia tensional. Embora haja náuseas leves e fotofobia, que podem ocorrer na tensional, a ausência de vômitos e a natureza da dor favorecem a tensional sobre a enxaqueca. O manejo inicial foca em medidas não farmacológicas.
A cefaleia é uma das queixas mais comuns na prática médica, e a cefaleia tensional é o tipo mais frequente. Caracteriza-se por uma dor de cabeça bilateral, em aperto ou pressão, de intensidade leve a moderada, que não é agravada por atividade física rotineira. Embora possa haver fotofobia ou fonofobia leves, e náuseas discretas, a ausência de vômitos e a natureza da dor a distinguem da enxaqueca. O diagnóstico da cefaleia tensional é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3). Fatores desencadeantes comuns incluem estresse, privação de sono, fadiga e postura inadequada. É crucial descartar causas secundárias de cefaleia, especialmente na presença de sinais de alarme, mas no caso apresentado, a paciente não possui tais sinais. O manejo inicial da cefaleia tensional foca em medidas não farmacológicas, como controle do estresse, higiene do sono, exercícios físicos regulares e técnicas de relaxamento. Analgésicos comuns (paracetamol, AINEs) podem ser usados para alívio sintomático. Triptanos são reservados para enxaqueca, e exames de imagem são desnecessários na ausência de sinais de alarme. A neuralgia do trigêmeo apresenta dor lancinante e paroxística, diferente da dor contínua descrita.
A cefaleia tensional tipicamente se manifesta como uma dor em pressão ou aperto, de intensidade leve a moderada, bilateral, sem pulsação, e não agravada por atividade física rotineira.
Exames de imagem são indicados para cefaleia na presença de sinais de alarme, como início súbito e intenso, alteração do padrão da dor, sintomas neurológicos focais, papiledema, febre ou imunossupressão.
A enxaqueca geralmente é unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, agravada por atividade física e frequentemente acompanhada de náuseas/vômitos e fotofobia/fonofobia mais intensas que na cefaleia tensional.
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